Estas 20 questões tratam de como o presidente é fiscalizado. É preciso saber o que é crime de responsabilidade, quem pode pedir impeachment, o papel da Câmara e do Senado, quando o presidente é afastado e qual a pena. Também caem o TCU, que auxilia o Congresso a julgar as contas anuais, os pedidos de informação a ministros e as ferramentas de controle, como a sustação de decretos e a ação popular. A página Impeachment detalha o rito, e Como funciona o Congresso mostra a fiscalização no dia a dia.
Questões de conceito
1 Segundo a Constituição, quem é obrigado a prestar contas do uso de dinheiro público federal?
- Qualquer pessoa ou entidade, pública ou privada, que use ou administre dinheiro ou bens públicos federais
- Só o presidente da República, uma vez por ano
- Só os ministros de Estado e os servidores concursados
- Só os órgãos públicos, nunca empresas ou associações privadas
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Resposta: A. Qualquer pessoa ou entidade, pública ou privada, que use ou administre dinheiro ou bens públicos federais
Presta contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores públicos federais (Constituição, art. 70, parágrafo único). Por isso uma ONG ou uma empresa que recebe verba da União também pode ter as contas examinadas pelo TCU. A resposta tentadora é só o presidente, porque a prestação de contas anual dele é a mais conhecida, mas ela é apenas uma parte do controle do dinheiro público.
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2 Em que tribunal os ministros de Estado respondem pelos crimes comuns cometidos no cargo, como corrupção?
- Num juiz federal de primeira instância, como qualquer cidadão
- No Supremo Tribunal Federal
- No Senado Federal
- No Superior Tribunal de Justiça
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Resposta: B. No Supremo Tribunal Federal
Os ministros de Estado são processados e julgados pelo Supremo Tribunal Federal nas infrações penais comuns (Constituição, art. 102, I, c). É o chamado foro por prerrogativa de função, o mesmo que vale para o presidente da República. O Senado é tentador, mas só julga ministro por crime de responsabilidade quando ele está ligado a um crime do presidente (art. 52, I). O Superior Tribunal de Justiça julga governadores, e não ministros.
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3 Pela Constituição, qual é o dever de quem trabalha no controle interno de um Poder ao descobrir uma irregularidade nos gastos?
- Guardar sigilo e resolver o caso dentro do próprio órgão, sem avisar ninguém de fora
- Comunicar apenas ao ministro responsável pelo órgão, que decide o que fazer
- Dar ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responder junto pelo prejuízo
- Levar o caso diretamente ao Supremo Tribunal Federal
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Resposta: C. Dar ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responder junto pelo prejuízo
Os três Poderes devem manter um sistema de controle interno, que acompanha a execução do orçamento e a legalidade dos gastos (Constituição, art. 74). Quem atua nesse controle e toma conhecimento de uma irregularidade deve dar ciência ao Tribunal de Contas da União, sob pena de responsabilidade solidária (art. 74, § 1º), ou seja, passa a responder junto com o autor. Avisar só o ministro é a resposta tentadora, mas a regra existe para que o controle não dependa da boa vontade do chefe.
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4 Num processo por crime comum, como corrupção, a partir de quando o presidente da República pode ser preso?
- Assim que a Polícia Federal abre o inquérito
- Logo que o procurador-geral da República apresenta a denúncia
- Quando a Câmara dos Deputados autoriza o processo
- Só depois de haver sentença condenatória
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Resposta: D. Só depois de haver sentença condenatória
Enquanto não houver sentença condenatória, nas infrações comuns, o presidente da República não está sujeito a prisão (Constituição, art. 86, § 3º). A regra protege o exercício do cargo, mas não impede a investigação nem o processo: a Câmara pode autorizar a acusação por dois terços, e o STF julga. A autorização da Câmara é o distrator tentador, porque é uma etapa real, mas ela libera o processo, não a prisão. Deputados e senadores têm regra própria, que admite prisão em flagrante de crime inafiançável.
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5 Em que momento o presidente da República é afastado das funções num processo de impeachment?
- Quando o Senado instaura o processo
- Assim que um cidadão protocola o pedido na Câmara
- Quando o presidente da Câmara aceita a denúncia
- Só depois da condenação final
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Resposta: A. Quando o Senado instaura o processo
Nos crimes de responsabilidade, o presidente fica suspenso das funções após a instauração do processo pelo Senado (Constituição, art. 86, § 1º, II). Antes disso, o pedido protocolado, a aceitação pelo presidente da Câmara e até a autorização por dois terços dos deputados não o afastam. Durante a suspensão, o vice assume interinamente. A perda definitiva do cargo só vem com a condenação, mas o afastamento começa bem antes dela.
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6 Onde estão definidos os crimes de responsabilidade do presidente e as regras do processo de impeachment?
- No Código Penal, junto com os crimes comuns
- Numa lei especial, conhecida como Lei do Impeachment
- No regimento interno do Supremo Tribunal Federal
- Numa resolução do Tribunal Superior Eleitoral
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Resposta: B. Numa lei especial, conhecida como Lei do Impeachment
A Constituição lista as áreas em que o presidente pode cometer crime de responsabilidade e manda que esses crimes sejam definidos em lei especial, que também fixa as normas de processo e julgamento (Constituição, art. 85, parágrafo único). Essa é a Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950), anterior a 1988 e ainda em vigor no que é compatível com a Constituição atual. O Código Penal trata dos crimes comuns, e nem o STF nem o TSE definem crimes.
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7 Até quando o presidente deve prestar ao Congresso as contas do ano anterior?
- Até 31 de dezembro do próprio ano
- Só ao fim do mandato de quatro anos
- Até 60 dias depois da abertura da sessão legislativa
- Todo mês, diretamente ao TCU
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Resposta: C. Até 60 dias depois da abertura da sessão legislativa
O presidente presta contas anualmente ao Congresso Nacional, dentro de 60 dias após a abertura da sessão legislativa, que começa em fevereiro (Constituição, art. 84, XXIV). O TCU emite parecer prévio em 60 dias, e o Congresso julga as contas (arts. 71, I, e 49, IX). Se o presidente não as apresentar no prazo, a Câmara faz a tomada de contas (art. 51, II). Prestar contas é obrigação de cada ano, não só do fim do mandato.
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8 O Tribunal de Contas da União auxilia qual poder no controle das contas do governo federal?
- O Poder Judiciário, como um tribunal comum
- O Poder Executivo, como órgão do Ministério da Fazenda
- O Ministério Público Federal, como órgão de acusação
- O Poder Legislativo, por meio do Congresso Nacional
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Resposta: D. O Poder Legislativo, por meio do Congresso Nacional
O controle externo das contas da União cabe ao Congresso Nacional e é exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União (Constituição, art. 71). Apesar do nome, o TCU não integra o Judiciário: suas decisões são administrativas e podem ser revistas na Justiça. Também não é órgão do governo que fiscaliza, o que garante independência. Ele dá parecer sobre as contas do presidente, julga as contas dos gestores e pode aplicar multas.
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9 Quem escolhe a maioria dos nove ministros do Tribunal de Contas da União?
- O Congresso Nacional, que escolhe dois terços
- O presidente da República, que escolhe todos
- O Supremo Tribunal Federal, entre juízes de carreira
- Os próprios auditores do TCU, por eleição interna
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Resposta: A. O Congresso Nacional, que escolhe dois terços
O TCU tem nove ministros: dois terços são escolhidos pelo Congresso Nacional e um terço pelo presidente da República, com aprovação do Senado, sendo dois desses alternadamente entre auditores e membros do Ministério Público junto ao tribunal (Constituição, arts. 49, XIII, e 73, § 2º). Assim, seis vagas são do Congresso e três do presidente. Como o TCU auxilia o Legislativo, o Congresso escolhe a maior parte.
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10 Que instrumento permite a qualquer cidadão pedir na Justiça a anulação de um ato do governo que causa prejuízo ao patrimônio público?
- O habeas corpus
- A ação popular
- A iniciativa popular de lei
- O plebiscito
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Resposta: B. A ação popular
Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise anular ato lesivo ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando isento de custas, salvo má-fé (Constituição, art. 5º, LXXIII, e Lei 4.717/1965). Habeas corpus protege a liberdade de locomoção. A iniciativa popular serve para propor projetos de lei, e o plebiscito é consulta convocada pelo Congresso, não ação judicial.
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Questões de aplicação
1 Um decreto do presidente, que deveria apenas regulamentar uma lei de trânsito, passou a proibir uma conduta que a própria lei permite. O que o Congresso Nacional pode fazer?
- Nada, porque decreto é ato exclusivo do presidente
- Abrir automaticamente um processo de impeachment
- Sustar o decreto por meio de um decreto legislativo
- Pedir ao TCU que anule o decreto
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Resposta: C. Sustar o decreto por meio de um decreto legislativo
Cabe ao Congresso Nacional sustar os atos do Executivo que exorbitem do poder regulamentar (Constituição, art. 49, V). Isso é feito por decreto legislativo, que não passa pela sanção do presidente. O decreto regulamentar só detalha como cumprir a lei e não pode criar proibição que ela não prevê. O impeachment exige crime de responsabilidade e rito próprio, e o TCU fiscaliza contas, não anula decretos. A Justiça também pode ser acionada para invalidar o decreto.
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2 Um presidente autoriza gastos acima do que a lei orçamentária permite, sem pedir aval do Congresso. Em que tipo de infração essa conduta pode se enquadrar?
- Crime eleitoral, julgado pelo TSE
- Simples erro administrativo, sem consequência prevista
- Crime militar, julgado pelo Superior Tribunal Militar
- Crime de responsabilidade contra a lei orçamentária
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Resposta: D. Crime de responsabilidade contra a lei orçamentária
Atentar contra a lei orçamentária é uma das hipóteses de crime de responsabilidade (Constituição, art. 85, VI), e a Lei 1.079/1950 descreve condutas como exceder, sem autorização legal, as verbas do orçamento. Foi nessa categoria que se enquadrou a acusação contra Dilma Rousseff em 2016, por decretos de crédito suplementar e pelas chamadas pedaladas fiscais. Desrespeitar o orçamento não é mero erro administrativo, porque o orçamento é lei.
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3 O TCU deu parecer recomendando a rejeição das contas anuais do presidente. A palavra final sobre essas contas é de quem?
- Do Congresso Nacional
- Do próprio TCU, cujo parecer é definitivo
- Do Supremo Tribunal Federal
- Do Tribunal Superior Eleitoral
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Resposta: A. Do Congresso Nacional
O TCU aprecia as contas prestadas anualmente pelo presidente por meio de parecer prévio, mas quem as julga é o Congresso Nacional (Constituição, arts. 49, IX, e 71, I). O parecer é técnico e pesa no debate, mas não decide. Foi o que ocorreu com as contas de 2014, que o TCU recomendou rejeitar em 2015. Já as contas dos demais gestores, como diretores de órgãos federais, são julgadas pelo próprio TCU (art. 71, II).
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4 Um grupo de cidadãos quer pedir o impeachment de um ex-presidente que já deixou o cargo. O que diz a Lei do Impeachment?
- O pedido pode ser feito em até oito anos depois da saída
- A denúncia só pode ser recebida enquanto o denunciado estiver no cargo
- O pedido vai direto ao Senado, sem passar pela Câmara
- O STF julga o ex-presidente por crime de responsabilidade
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Resposta: B. A denúncia só pode ser recebida enquanto o denunciado estiver no cargo
A denúncia por crime de responsabilidade só pode ser recebida enquanto o denunciado não tiver deixado definitivamente o cargo, por qualquer motivo (Lei 1.079/1950, art. 15). O objetivo do impeachment é afastar quem está no poder. Isso não significa impunidade: atos do ex-presidente que sejam crimes comuns ou improbidade podem ser levados à Justiça. Os oito anos são o prazo da inabilitação aplicada a quem é condenado.
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5 O Senado afastou o presidente e abriu o processo de impeachment, mas o julgamento já passa de 180 dias sem conclusão. O que acontece?
- O processo é arquivado automaticamente
- O presidente é considerado condenado
- O presidente volta ao cargo, e o processo continua
- O vice é efetivado no cargo até o fim do mandato
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Resposta: C. O presidente volta ao cargo, e o processo continua
Se, passados 180 dias, o julgamento não estiver concluído, cessa o afastamento do presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo (Constituição, art. 86, § 2º). O prazo existe para que o país não fique por tempo indefinido com um governo interino. O processo não é arquivado e não há condenação automática. O vice só é efetivado se o Senado condenar o presidente por dois terços dos votos.
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6 A Mesa da Câmara enviou a um ministro um pedido escrito de informações sobre um contrato suspeito, e ele ignorou o pedido por mais de 30 dias. Qual a consequência prevista na Constituição?
- Nenhuma, porque responder é opcional
- A Câmara pode demitir o ministro
- O pedido é transferido automaticamente ao STF
- O ministro comete crime de responsabilidade
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Resposta: D. O ministro comete crime de responsabilidade
As Mesas da Câmara e do Senado podem encaminhar pedidos escritos de informações a ministros de Estado, e a recusa, o não atendimento em 30 dias ou a prestação de informações falsas configuram crime de responsabilidade (Constituição, art. 50, § 2º). A Câmara não demite ministro, porque essa decisão é do presidente. Os ministros também podem ser convocados a comparecer pessoalmente, com a mesma consequência se faltarem sem justificativa.
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7 Um cidadão descobre indícios de superfaturamento numa obra paga com dinheiro federal. Ele pode levar a denúncia diretamente ao TCU?
- Sim, qualquer cidadão pode denunciar irregularidades ao TCU
- Não, só deputados e senadores podem acionar o TCU
- Não, só o Ministério Público pode acionar o TCU
- Sim, mas só com advogado e pagando custas
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Resposta: A. Sim, qualquer cidadão pode denunciar irregularidades ao TCU
Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União (Constituição, art. 74, § 2º). O TCU mantém ouvidoria e recebe denúncias pela internet. A denúncia pode levar a uma auditoria e, se o dano for confirmado, à multa e à cobrança dos responsáveis. Não é preciso passar por um parlamentar nem pelo Ministério Público.
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8 No meio do mandato, surgem provas de que o presidente da República sonegou impostos na empresa da família anos antes de tomar posse. O que diz a Constituição?
- Ele deve ser afastado na hora e julgado pelo STF
- Durante o mandato, ele não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao cargo, e o caso fica para depois
- Ele pode sofrer impeachment por esse crime
- Ele perde o mandato automaticamente, porque o crime é anterior à posse
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Resposta: B. Durante o mandato, ele não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao cargo, e o caso fica para depois
Na vigência do mandato, o presidente não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções (Constituição, art. 86, § 4º). Um crime de antes da posse, sem ligação com o cargo, não gera processo enquanto ele governa e pode ser apurado quando o mandato acabar. O impeachment é tentador, mas exige crime de responsabilidade, que é ato praticado no cargo. Também não há afastamento imediato: ele só ocorre se o STF receber denúncia por crime ligado às funções.
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9 O procurador-geral da República denunciou o presidente por corrupção passiva, um crime comum. O que precisa acontecer para o STF poder julgá-lo?
- O Senado precisa aprovar a denúncia por maioria simples
- Nada, o STF julga direto
- A Câmara precisa autorizar o processo por dois terços dos deputados
- O presidente precisa renunciar antes
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Resposta: C. A Câmara precisa autorizar o processo por dois terços dos deputados
Admitida a acusação contra o presidente por dois terços da Câmara, ele é julgado pelo Supremo Tribunal Federal nas infrações penais comuns e pelo Senado nos crimes de responsabilidade (Constituição, art. 86). Em 2017, a Câmara negou autorização para as duas denúncias apresentadas contra Michel Temer, e os casos ficaram parados enquanto ele esteve no cargo. Se o STF receber a denúncia, o presidente fica suspenso das funções.
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10 Em auditoria, o TCU encontrou superfaturamento num contrato de um órgão federal e identificou o gestor responsável. O que o TCU pode fazer?
- Mandar prender o gestor imediatamente
- Cassar o mandato do presidente da República
- Demitir o ministro responsável pela área
- Aplicar multa e determinar que o gestor devolva o prejuízo
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Resposta: D. Aplicar multa e determinar que o gestor devolva o prejuízo
Em caso de ilegalidade de despesa ou irregularidade de contas, o TCU aplica as sanções previstas em lei, como multa proporcional ao dano, e suas decisões que imputam débito ou multa têm eficácia de título executivo (Constituição, art. 71, VIII e § 3º). Ou seja, o valor pode ser cobrado na Justiça. O TCU não prende, porque não é órgão do Judiciário, e não cassa nem demite ministros. Pode, porém, comunicar ao Ministério Público indícios de crime.
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