Estas 20 questões testam os limites do presidente: o que depende de lei aprovada pelo Congresso, como imposto, orçamento, anistia e efetivo das Forças Armadas, e o que depende do Senado, como a nomeação de ministros do STF, do procurador-geral da República, da diretoria do Banco Central e de embaixadores. Também entram guerra, estado de sítio e intervenção federal. A página O que faz o presidente lista esses limites, e Separação dos poderes explica por que eles existem.
Questões de conceito
1 O presidente da República pode criar um imposto por decreto?
- Sim, desde que publique no Diário Oficial
- Não, imposto exige lei aprovada pelo Congresso
- Sim, se o ministro da Fazenda concordar
- Só se o STF autorizar antes
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Resposta: B. Não, imposto exige lei aprovada pelo Congresso
Nenhum tributo pode ser criado ou aumentado sem lei que o estabeleça (Constituição, art. 150, I). Decreto serve para regulamentar a lei, não para criar obrigação nova. Mesmo a medida provisória, que o presidente edita, só se mantém se o Congresso a converter em lei.
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2 O presidente pode nomear um ministro do Supremo Tribunal Federal sem a aprovação de outro poder?
- Sim, a escolha é livre e imediata
- Não, o nome precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados
- Não, o nome precisa ser aprovado pelo Senado
- Não, o próprio STF vota o nome
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Resposta: C. Não, o nome precisa ser aprovado pelo Senado
O presidente indica, mas a nomeação só ocorre depois que o Senado aprova o nome por maioria absoluta, após sabatina (Constituição, arts. 84, XIV, e 101). A Câmara não participa dessa escolha.
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3 Um tratado internacional assinado pelo presidente passa a valer só com a assinatura dele?
- Sim, a política externa é exclusiva do presidente
- Não, depende de referendo do Congresso Nacional
- Não, depende de aprovação do STF
- Não, depende de plebiscito
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Resposta: B. Não, depende de referendo do Congresso Nacional
O presidente celebra tratados, mas eles ficam sujeitos ao referendo do Congresso Nacional (Constituição, art. 84, VIII). Cabe ao Congresso resolver definitivamente sobre acordos que gerem encargos ao patrimônio nacional (art. 49, I).
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4 O que é preciso para o presidente nomear o procurador-geral da República?
- Escolher um membro da carreira e ter o nome aprovado pela maioria absoluta do Senado
- Basta escolher qualquer advogado de sua confiança, sem aprovação de ninguém
- Ter o nome aprovado por dois terços da Câmara dos Deputados
- Ter o nome confirmado pelo plenário do STF
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Resposta: A. Escolher um membro da carreira e ter o nome aprovado pela maioria absoluta do Senado
O procurador-geral da República chefia o Ministério Público da União e é nomeado pelo presidente entre integrantes da carreira, maiores de 35 anos, depois que o Senado aprova o nome por maioria absoluta, para mandato de dois anos, com recondução permitida (Constituição, art. 128, § 1º). A livre escolha vale para o advogado-geral da União, que defende o governo, e por isso os dois cargos se confundem. A Câmara e o STF não participam.
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5 Qual destas nomeações feitas pelo presidente da República depende de aprovação prévia do Senado?
- Ministro da Fazenda
- Advogado-geral da União
- Comandante do Exército
- Presidente do Banco Central
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Resposta: D. Presidente do Banco Central
O Senado aprova previamente, por voto secreto e após arguição pública, a escolha do presidente e dos diretores do Banco Central (Constituição, art. 52, III, d). Desde a lei da autonomia do banco, eles têm mandato fixo de quatro anos e só podem ser exonerados nos casos que ela prevê (Lei Complementar 179/2021, arts. 4º e 5º). Ministros de Estado, o advogado-geral da União e os comandantes das Forças são nomeados pelo presidente sem sabatina.
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6 Depois que o presidente decreta estado de defesa, o que a Constituição exige?
- Que o decreto seja enviado em 24 horas ao Congresso, que decide por maioria absoluta
- Nada, porque o estado de defesa é decisão exclusiva do presidente
- Que o STF aprove o decreto em até 30 dias
- Que a população confirme a medida em plebiscito
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Resposta: A. Que o decreto seja enviado em 24 horas ao Congresso, que decide por maioria absoluta
O presidente pode decretar estado de defesa, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, para restabelecer a ordem em locais determinados ou enfrentar grandes calamidades naturais. Em 24 horas, o decreto vai ao Congresso, que decide por maioria absoluta; se for rejeitado, a medida cessa na hora (Constituição, art. 136, §§ 4º e 7º). No estado de sítio, mais grave, o controle vem antes: o presidente precisa de autorização do Congresso para decretá-lo.
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7 Para aumentar o número de militares das Forças Armadas, o que o presidente precisa?
- De um decreto, porque é o comandante supremo das tropas
- De autorização do Supremo Tribunal Federal
- De uma lei aprovada pelo Congresso, que só ele pode propor
- De parecer favorável do Conselho de Defesa Nacional, que basta
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Resposta: C. De uma lei aprovada pelo Congresso, que só ele pode propor
Fixar ou modificar o efetivo das Forças Armadas é matéria de lei aprovada pelo Congresso, e a iniciativa desse projeto é privativa do presidente (Constituição, arts. 48, III, e 61, § 1º, I). Ser comandante supremo dá ao presidente o comando das tropas que existem, não o poder de ampliá-las por conta própria. O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta e opina, mas não substitui a votação no Congresso.
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8 Como é fixado o salário (subsídio) do presidente da República e dos ministros de Estado?
- Por decreto do próprio presidente
- Por decisão do Tribunal de Contas da União
- Por resolução do Supremo Tribunal Federal
- Por decreto legislativo do Congresso Nacional
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Resposta: D. Por decreto legislativo do Congresso Nacional
Fixar os subsídios do presidente, do vice e dos ministros de Estado é competência exclusiva do Congresso Nacional, exercida por decreto legislativo, que não passa por sanção presidencial (Constituição, art. 49, VIII). Se o presidente fixasse o próprio salário, decidiria em causa própria. O TCU fiscaliza gastos e o STF julga causas, mas nenhum dos dois fixa o salário do presidente.
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9 Qual destas medidas de perdão o presidente da República NÃO pode conceder sozinho, porque depende de lei aprovada pelo Congresso?
- A anistia, que apaga o próprio crime
- O indulto, que perdoa a pena
- A comutação, que reduz a pena
- O indulto humanitário, a presos com doença grave
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Resposta: A. A anistia, que apaga o próprio crime
A anistia extingue o crime e seus efeitos penais e só pode ser concedida por lei votada pelo Congresso, com sanção presidencial (Constituição, art. 48, VIII). Já o indulto, que perdoa a pena, e a comutação, que a reduz, são atos privativos do presidente, feitos por decreto (art. 84, XII). Por isso o indulto de Natal sai todo ano sem votação, enquanto qualquer proposta de anistia precisa passar pela Câmara e pelo Senado.
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10 A quem cabe convocar um plebiscito sobre um tema de interesse nacional?
- Ao presidente da República, por decreto
- Ao Tribunal Superior Eleitoral, por conta própria
- Ao Congresso Nacional
- Ao Supremo Tribunal Federal
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Resposta: C. Ao Congresso Nacional
Autorizar referendo e convocar plebiscito é competência exclusiva do Congresso Nacional (Constituição, art. 49, XV). O presidente pode defender uma consulta popular, mas não pode marcá-la sozinho. O TSE organiza a votação depois de convocada, por isso muita gente acha que a decisão é dele. Foi o Congresso que autorizou o referendo de 2005 sobre a proibição do comércio de armas de fogo, previsto no Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003).
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Questões de aplicação
1 O presidente da República fechou o plano de gastos do governo federal para o ano que vem. Ele pode colocar esse orçamento em vigor por conta própria?
- Sim, por decreto, porque o orçamento é assunto do Executivo
- Não, o orçamento é uma lei e precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional
- Sim, se o Tribunal de Contas da União aprovar antes
- Não, o orçamento federal é elaborado e aprovado pelo STF
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Resposta: B. Não, o orçamento é uma lei e precisa ser aprovado pelo Congresso Nacional
O presidente elabora e envia ao Congresso o projeto de lei orçamentária (Constituição, art. 84, XXIII), que é discutido e votado pelas duas casas e pode receber emendas dos parlamentares (art. 166). Só depois de aprovado e sancionado o orçamento passa a valer. O TCU fiscaliza a execução dos gastos, mas não aprova o orçamento.
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2 Um país vizinho ataca o território brasileiro, e o presidente da República quer declarar guerra. O que a Constituição exige?
- Nada, ele decide sozinho por ser o comandante das Forças Armadas
- Autorização do Congresso Nacional
- Aprovação do Supremo Tribunal Federal
- Um plebiscito com toda a população
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Resposta: B. Autorização do Congresso Nacional
O presidente declara guerra em caso de agressão estrangeira, mas só com autorização do Congresso Nacional, ou com referendo dele quando a agressão ocorrer no recesso (Constituição, arts. 84, XIX, e 49, II). Ser o comandante supremo das Forças Armadas não dá a ele o poder de levar o país à guerra sozinho.
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3 O presidente escolheu um diplomata para chefiar a embaixada do Brasil em outro país. O que falta para a nomeação?
- Nada, a escolha de embaixador é livre
- A aprovação da Câmara dos Deputados
- Um decreto legislativo do Congresso Nacional
- A aprovação do nome pelo Senado
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Resposta: D. A aprovação do nome pelo Senado
Os chefes de missão diplomática de caráter permanente, como os embaixadores, só são nomeados depois que o Senado aprova a escolha, por voto secreto, após arguição em sessão secreta (Constituição, art. 52, IV). É a mesma lógica de outras nomeações importantes, como a do procurador-geral da República. A Câmara não participa dessa aprovação, e não há decreto legislativo: a decisão é privativa do Senado, que vota o nome indicado.
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4 Para pôr fim a um grave comprometimento da ordem pública num estado, o presidente decretou intervenção federal. Qual o passo seguinte exigido pela Constituição?
- Submeter o decreto ao Congresso Nacional em 24 horas
- Pedir ao governador que assine o decreto junto
- Aguardar a confirmação do STF em 30 dias
- Nenhum, porque a intervenção é ato exclusivo do presidente
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Resposta: A. Submeter o decreto ao Congresso Nacional em 24 horas
A intervenção federal é decretada pelo presidente, mas o decreto, que fixa amplitude, prazo e condições e nomeia o interventor, deve ser submetido ao Congresso Nacional em 24 horas (Constituição, arts. 34, III, e 36, § 1º). Se o Congresso estiver em recesso, é convocado no mesmo prazo. O governador não precisa concordar, porque a intervenção existe justamente para suspender a autonomia do estado naquela área. Foi o rito seguido no Rio de Janeiro, em 2018.
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5 Uma pandemia se espalha por todo o país, e o governo quer o estado de calamidade pública de âmbito nacional, que flexibiliza regras de gasto. Quem decreta essa calamidade?
- O presidente da República, sozinho, por decreto
- O ministro da Saúde, por portaria
- O Congresso Nacional, por proposta do presidente da República
- O Supremo Tribunal Federal, a pedido do governo
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Resposta: C. O Congresso Nacional, por proposta do presidente da República
Desde a Emenda Constitucional 109/2021, o estado de calamidade pública de âmbito nacional, que permite regras fiscais extraordinárias, é decretado pelo Congresso Nacional a partir de proposta do presidente (Constituição, arts. 49, XVIII, e 84, XXVIII). O presidente não decide sozinho porque a medida afrouxa limites de gasto que protegem o orçamento. Calamidades locais, como uma enchente num município, seguem outro rito e não dependem desse decreto do Congresso.
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6 No meio do ano, o governo quer começar a construir uma ferrovia que não aparece no orçamento aprovado. O que é preciso para iniciar a obra?
- Apenas um decreto do presidente remanejando verbas
- Apenas a assinatura do contrato pelo ministro dos Transportes
- Aprovação do TCU, que libera o dinheiro
- Autorização do Congresso, por lei que abra crédito para a obra
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Resposta: D. Autorização do Congresso, por lei que abra crédito para a obra
A Constituição proíbe iniciar programa ou projeto que não esteja na lei orçamentária anual e abrir crédito suplementar ou especial sem autorização prévia do Legislativo (Constituição, art. 167, I e V). Obra sem verba prevista no orçamento exige crédito especial, que depende de lei aprovada pelo Congresso. Decreto só abre créditos suplementares dentro dos limites que a própria lei orçamentária autorizar. O TCU fiscaliza depois, mas não libera dinheiro.
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7 O Senado rejeitou o nome que o presidente indicou para uma vaga no STF. O que acontece em seguida?
- O presidente precisa indicar outro nome ao Senado
- O indicado toma posse mesmo assim, por decreto
- A Câmara dos Deputados dá a palavra final
- Os próprios ministros do STF escolhem quem ocupa a vaga
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Resposta: A. O presidente precisa indicar outro nome ao Senado
Os ministros do STF são nomeados pelo presidente depois que a escolha é aprovada pela maioria absoluta do Senado (Constituição, art. 101, parágrafo único). Se o Senado rejeita, não há nomeação: o presidente precisa indicar outra pessoa, que passará por nova sabatina. A Câmara não participa, e o STF não escolhe os próprios integrantes. A rejeição é rara: aconteceu em 1894, com indicados de Floriano Peixoto, e de novo em abril de 2026.
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8 O presidente planeja uma viagem oficial de 20 dias ao exterior. O que a Constituição exige?
- Nada, desde que o vice assuma o cargo
- Licença do Congresso Nacional, porque a ausência passa de 15 dias
- Autorização do Supremo Tribunal Federal
- Licença do Senado, só se a viagem for para fora da América do Sul
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Resposta: B. Licença do Congresso Nacional, porque a ausência passa de 15 dias
O presidente e o vice não podem sair do país por mais de 15 dias sem licença do Congresso Nacional, sob pena de perder o cargo (Constituição, arts. 49, III, e 83). Em viagens mais curtas basta o vice assumir, como em qualquer impedimento, e é por isso que muita gente acha que a substituição resolve tudo. Acima de 15 dias, a autorização do Congresso é obrigatória, mesmo com o vice no exercício da Presidência.
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9 Uma onda de ataques violentos coordenados atinge várias regiões do país, e o estado de defesa não deu resultado. O presidente quer decretar estado de sítio. O que precisa antes?
- Apenas ouvir os ministros e publicar o decreto
- Aprovação do Supremo Tribunal Federal
- Autorização do Congresso Nacional, por maioria absoluta
- Autorização dos governadores dos estados atingidos
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Resposta: C. Autorização do Congresso Nacional, por maioria absoluta
O estado de sítio é a medida de crise mais grave e depende de autorização prévia do Congresso Nacional, que decide por maioria absoluta depois que o presidente expõe os motivos (Constituição, art. 137). Antes do pedido, o presidente ouve o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional. A diferença para o estado de defesa é o momento do controle: lá o presidente decreta e o Congresso analisa depois; aqui o Congresso precisa autorizar antes.
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10 O presidente quer criar um novo feriado nacional e pretende fazer isso por decreto. O que é necessário?
- Apenas o decreto, publicado no Diário Oficial
- Uma portaria do ministro do Trabalho
- Autorização do Supremo Tribunal Federal
- Uma lei federal aprovada pelo Congresso
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Resposta: D. Uma lei federal aprovada pelo Congresso
Feriados civis são os declarados em lei federal, além da data magna de cada estado fixada em lei estadual (Lei 9.093/1995, art. 1º). Por isso um feriado nacional novo depende de projeto aprovado pela Câmara e pelo Senado e sancionado pelo presidente. Foi assim com o 20 de novembro, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, que virou feriado nacional pela Lei 14.759/2023. Decreto e portaria não bastam, e o STF não cria feriados.
Entenda melhor: Como uma lei é feita no Brasil: passo a passo




