Estas 20 questões tratam de como o Congresso vigia o governo e decide o dinheiro público: o que uma CPI pode e não pode fazer, o papel do Tribunal de Contas da União, quem julga as contas do presidente, a diferença entre plano plurianual, lei de diretrizes orçamentárias e orçamento anual, e como funcionam as emendas parlamentares, inclusive a emenda Pix. A página Como funciona o Congresso Nacional explica comissões e CPIs, e Emendas parlamentares mostra os tipos de emenda, os valores e o orçamento impositivo.

Questões de conceito

1 Qual é a relação do Tribunal de Contas da União com o Congresso Nacional?

  1. O TCU auxilia o Congresso no controle externo das contas do governo federal
  2. O TCU é um tribunal do Judiciário que julga deputados e senadores
  3. O TCU é um órgão do Ministério da Fazenda que fiscaliza o Congresso
  4. O TCU é uma comissão permanente da Câmara dos Deputados
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Resposta: A. O TCU auxilia o Congresso no controle externo das contas do governo federal

A fiscalização contábil, financeira e orçamentária da União é exercida pelo Congresso, mediante controle externo, com o auxílio do Tribunal de Contas da União (Constituição, arts. 70 e 71). Apesar do nome tribunal, o TCU não faz parte do Judiciário, e esse é o distrator mais tentador. Ele audita órgãos, julga as contas de gestores, aplica multas e dá parecer prévio sobre as contas do presidente, que o Congresso julga.

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2 Quem julga as contas que o presidente da República presta todo ano?

  1. O Tribunal de Contas da União, sozinho
  2. O Supremo Tribunal Federal
  3. O Congresso Nacional, depois do parecer prévio do TCU
  4. A Controladoria-Geral da União
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Resposta: C. O Congresso Nacional, depois do parecer prévio do TCU

É competência exclusiva do Congresso julgar anualmente as contas prestadas pelo presidente da República (Constituição, art. 49, IX). O TCU elabora um parecer prévio em até 60 dias, que orienta o julgamento, mas não decide (art. 71, I). Por isso o TCU é o distrator mais tentador. A Controladoria-Geral da União faz o controle interno do próprio Executivo, e o STF não julga contas de governo.

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3 O Tribunal de Contas da União tem nove ministros. Quantos deles são escolhidos pelo Congresso Nacional?

  1. Todos os nove
  2. Nenhum, todos são escolhidos pelo presidente da República
  3. Um terço, ou seja, três
  4. Dois terços, ou seja, seis
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Resposta: D. Dois terços, ou seja, seis

Dois terços dos ministros do TCU são escolhidos pelo Congresso Nacional, e um terço pelo presidente da República, com aprovação do Senado, sendo dois desses alternadamente entre auditores e membros do Ministério Público junto ao tribunal (Constituição, arts. 49, XIII, e 73, § 2º). O distrator do presidente escolhendo todos é tentador por analogia com o STF, mas no TCU a maior parte das vagas é do próprio Legislativo.

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4 O que é o plano plurianual (PPA) do governo federal?

  1. A lei que fixa diretrizes, objetivos e metas do governo para um período de quatro anos
  2. A lei que lista as receitas e as despesas de um único ano
  3. A lei que define as metas fiscais e orienta o orçamento do ano seguinte
  4. O relatório anual de gastos que o presidente envia ao TCU
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Resposta: A. A lei que fixa diretrizes, objetivos e metas do governo para um período de quatro anos

O plano plurianual é lei de iniciativa do Executivo que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, os objetivos e as metas da administração federal para as despesas de capital e os programas de duração continuada (Constituição, art. 165, § 1º). Vale por quatro anos e é votado no primeiro ano do mandato. O distrator das metas fiscais é tentador, mas descreve a lei de diretrizes orçamentárias, que é anual.

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5 Qual é a função da lei de diretrizes orçamentárias (LDO)?

  1. Listar cada gasto que o governo vai fazer no ano
  2. Definir as metas e prioridades do governo e orientar a elaboração do orçamento anual
  3. Fixar os objetivos do governo para os quatro anos do mandato
  4. Aprovar as contas do presidente do ano anterior
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Resposta: B. Definir as metas e prioridades do governo e orientar a elaboração do orçamento anual

A lei de diretrizes orçamentárias compreende as metas e prioridades da administração federal, estabelece as diretrizes de política fiscal e orienta a elaboração da lei orçamentária anual (Constituição, art. 165, § 2º). Ela é votada no primeiro semestre, antes do recesso de julho. O distrator de listar cada gasto é tentador, mas isso é a lei orçamentária anual, a LOA. Os objetivos de quatro anos ficam no plano plurianual.

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6 Quem elabora e envia ao Congresso o projeto de orçamento anual da União?

  1. O presidente da Câmara dos Deputados
  2. A Comissão Mista de Orçamento do Congresso
  3. O presidente da República
  4. O Tribunal de Contas da União
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Resposta: C. O presidente da República

O plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais são estabelecidos por leis de iniciativa do Poder Executivo, e é o presidente da República quem envia os projetos ao Congresso (Constituição, arts. 165 e 166, § 6º). A Comissão Mista de Orçamento é o distrator tentador: ela examina o projeto e as emendas dos parlamentares, mas não o elabora. O TCU fiscaliza a execução, não monta o orçamento.

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7 Qual é o prazo para o presidente da República enviar ao Congresso o projeto de orçamento do ano seguinte?

  1. Até 15 de abril, para ser votado antes do recesso de julho
  2. Até 31 de dezembro, para ser votado no ano seguinte
  3. Até 2 de fevereiro, na abertura do ano legislativo
  4. Até 31 de agosto, quatro meses antes do fim do ano, para ser devolvido até o fim da sessão legislativa
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Resposta: D. Até 31 de agosto, quatro meses antes do fim do ano, para ser devolvido até o fim da sessão legislativa

O projeto de lei orçamentária da União é encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício, isto é, até 31 de agosto, e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa, em 22 de dezembro (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, art. 35, § 2º, III). O prazo de abril é tentador, mas é o da lei de diretrizes orçamentárias, enviada oito meses e meio antes do fim do ano.

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8 O que são as emendas parlamentares individuais ao orçamento da União?

  1. Indicações de cada deputado ou senador que destinam parte do orçamento a obras e serviços
  2. Mudanças que um parlamentar propõe no texto da Constituição
  3. Recursos públicos que cada parlamentar recebe para a sua campanha
  4. Verbas que pagam os salários dos assessores do gabinete
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Resposta: A. Indicações de cada deputado ou senador que destinam parte do orçamento a obras e serviços

Emendas individuais são alterações que cada parlamentar apresenta ao projeto de lei orçamentária para destinar recursos a obras, serviços e repasses, em geral nos municípios da sua base, e têm execução obrigatória até o limite constitucional (Constituição, art. 166, §§ 9º e 11). O distrator da campanha é tentador, mas confunde emenda com o fundo eleitoral. A verba de gabinete é outra rubrica, que paga a equipe do mandato.

Entenda melhor: Emendas parlamentares: o que são e por que viraram problema

9 No orçamento da União, o que é uma emenda de bancada estadual?

  1. Uma emenda que a Assembleia Legislativa apresenta ao orçamento do próprio estado
  2. Uma emenda apresentada em conjunto pelos deputados e senadores de um mesmo estado, de execução obrigatória
  3. O dinheiro que a União repassa a cada estado pelo Fundo de Participação dos Estados
  4. Uma emenda que o líder de cada partido apresenta em nome da sua bancada partidária
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Resposta: B. Uma emenda apresentada em conjunto pelos deputados e senadores de um mesmo estado, de execução obrigatória

A emenda de bancada é apresentada em conjunto pelos parlamentares de um mesmo estado ou do Distrito Federal, e sua execução é obrigatória até 1% da receita corrente líquida, salvo impedimento de ordem técnica (Constituição, art. 166, §§ 12 e 13). Ela financia obras e serviços de interesse do estado. O distrator do líder partidário é tentador porque a palavra bancada também designa o grupo de um partido, mas aqui ela se refere ao estado. O FPE é repasse constitucional, não emenda.

Entenda melhor: Emendas parlamentares: o que são e por que viraram problema

10 Além das assinaturas de um terço dos membros da casa, o que a Constituição exige para criar uma CPI?

  1. Autorização prévia do Supremo Tribunal Federal
  2. Concordância do presidente da República
  3. Que ela investigue um fato determinado, por prazo certo
  4. Pedido formal do Ministério Público
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Resposta: C. Que ela investigue um fato determinado, por prazo certo

As comissões parlamentares de inquérito são criadas a requerimento de um terço dos membros, para apurar fato determinado e por prazo certo (Constituição, art. 58, § 3º; Lei 1.579/1952). Isso impede CPIs genéricas, sobre tudo o que acontece num governo. A ideia de que o STF ou o Ministério Público precisam autorizar é tentadora, mas a CPI é instrumento da minoria parlamentar e não depende de outro poder para existir.

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Questões de aplicação

1 Um eleitor pede a um deputado federal que mande asfaltar a rua do seu bairro. Isso é tarefa do deputado?

  1. Sim, o deputado tem uma equipe de obras e manda executar
  2. Não, a obra é da prefeitura; o deputado legisla, fiscaliza e pode, no máximo, destinar recursos por emenda ao orçamento
  3. Sim, se o governador do estado autorizar
  4. Não, obras de rua são tarefa do senador do estado
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Resposta: B. Não, a obra é da prefeitura; o deputado legisla, fiscaliza e pode, no máximo, destinar recursos por emenda ao orçamento

Pavimentar ruas é serviço de interesse local, executado pela prefeitura (Constituição, art. 30, I e V). O deputado federal faz leis, fiscaliza o governo e vota o orçamento, no qual pode apresentar emendas destinando dinheiro a obras (art. 166). Cobrar do deputado a execução da obra é confundir quem legisla com quem administra.

Entenda melhor: O que faz um deputado federal (e um estadual)

2 Uma CPI sobre apostas on-line quer ver as movimentações bancárias de uma empresa investigada. Ela pode obter esses dados sigilosos?

  1. Não, só um juiz pode acessar dados bancários
  2. Sim, mas apenas com autorização do presidente da República
  3. Não, sigilo bancário só pode ser quebrado pela Receita Federal
  4. Sim, a CPI pode obtê-los direto dos bancos ou do Banco Central, com aprovação do plenário da comissão
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Resposta: D. Sim, a CPI pode obtê-los direto dos bancos ou do Banco Central, com aprovação do plenário da comissão

A CPI tem poderes de investigação próprios das autoridades judiciais (Constituição, art. 58, § 3º), e a lei do sigilo bancário prevê que ela obtenha informações sigilosas diretamente das instituições financeiras ou por meio do Banco Central, desde que o pedido seja aprovado pelo plenário da comissão (Lei Complementar 105/2001, art. 4º). A ideia de que só juiz pode fazê-lo é tentadora, mas a lei dá esse poder à CPI.

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3 Uma testemunha convocada por uma CPI sobre fraudes em aposentadorias falta ao depoimento sem justificativa. O que a CPI pode fazer?

  1. Pedir ao juiz criminal da cidade da testemunha que a intime a comparecer
  2. Mandar prender a testemunha por ordem da própria CPI
  3. Aplicar uma multa diretamente, sem passar pela Justiça
  4. Nada, porque depor numa CPI é opcional
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Resposta: A. Pedir ao juiz criminal da cidade da testemunha que a intime a comparecer

Se a testemunha deixa de comparecer sem motivo justificado, a CPI solicita sua intimação ao juiz criminal da localidade onde ela mora ou se encontra (Lei 1.579/1952, art. 3º, § 1º). Ou seja, depor não é opcional, mas a CPI recorre ao Judiciário para forçar a presença. A prisão por ordem própria é o distrator tentador, porque a CPI tem poderes de investigação, mas ela não julga nem pune ninguém.

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4 Durante uma CPI sobre desvio de dinheiro da merenda escolar, uma testemunha mente no depoimento. Qual é a consequência prevista em lei?

  1. Nenhuma, porque a CPI não é um tribunal
  2. Ela comete crime, com a mesma pena do falso testemunho
  3. Ela perde os direitos políticos automaticamente
  4. A própria CPI a condena a uma pena de prisão
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Resposta: B. Ela comete crime, com a mesma pena do falso testemunho

Fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade como testemunha perante uma CPI é crime, punido com a pena do falso testemunho prevista no Código Penal (Lei 1.579/1952, art. 4º, II). A punição, porém, depende de processo na Justiça, porque a CPI investiga e envia as conclusões ao Ministério Público. Achar que não há consequência porque a CPI não é tribunal é o erro tentador.

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5 Deputados e senadores querem investigar juntos as causas de um apagão que atingiu vários estados. Que tipo de comissão podem criar?

  1. Nenhuma, porque cada casa só pode investigar sozinha
  2. Uma comissão do TCU presidida por um senador
  3. Uma CPI mista, formada por membros das duas casas
  4. Uma comissão mista de orçamento, que investiga gastos
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Resposta: C. Uma CPI mista, formada por membros das duas casas

As comissões parlamentares de inquérito podem ser criadas pela Câmara e pelo Senado em conjunto ou separadamente, sempre a requerimento de um terço dos membros (Constituição, art. 58, § 3º). Quando reúnem as duas casas, são chamadas de CPI mista, ou CPMI, e exigem um terço dos deputados e um terço dos senadores. A Comissão Mista de Orçamento é tentadora pelo nome, mas cuida do orçamento e não tem poderes de CPI.

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6 Uma prefeitura recebeu dinheiro federal, por convênio, para construir uma creche, e a obra nunca saiu do papel. Que órgão fiscaliza o uso desse dinheiro?

  1. O Tribunal de Contas do Estado, apenas
  2. A Câmara Municipal, apenas
  3. O Senado Federal, por meio de uma comissão
  4. O Tribunal de Contas da União
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Resposta: D. O Tribunal de Contas da União

Compete ao TCU fiscalizar a aplicação de quaisquer recursos repassados pela União mediante convênio, acordo ou ajuste a estados, ao Distrito Federal ou a municípios (Constituição, art. 71, VI). Como o dinheiro é federal, o controle é do TCU, que pode aplicar multa e mandar devolver os valores. O Tribunal de Contas do Estado é o distrator tentador, porque cuida das contas municipais em geral, mas não do dinheiro da União.

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7 Um cidadão descobre indícios de irregularidade num contrato de um órgão federal de saúde. Qual destes caminhos está aberto a ele?

  1. Denunciar diretamente ao TCU, porque qualquer cidadão é parte legítima para isso
  2. Denunciar ao TCU, mas só por meio de um deputado
  3. Denunciar ao TCU, mas só se estiver filiado a um partido
  4. Nenhum, porque só órgãos públicos podem acionar o TCU
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Resposta: A. Denunciar diretamente ao TCU, porque qualquer cidadão é parte legítima para isso

Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União (Constituição, art. 74, § 2º). Não é preciso intermediário nem filiação partidária. O distrator do deputado é tentador porque parlamentares costumam levar denúncias ao tribunal, mas o cidadão pode fazê-lo sozinho, pelos canais de ouvidoria e denúncia do próprio TCU.

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8 Um deputado quer destinar 2 milhões de reais do orçamento federal para reformar o hospital da sua cidade. Como ele faz isso?

  1. Assina um ofício que obriga o Ministério da Saúde a pagar a reforma
  2. Apresenta uma emenda individual ao projeto de lei orçamentária
  3. Apresenta um projeto de lei só para essa reforma
  4. Pede ao presidente uma medida provisória com o valor
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Resposta: B. Apresenta uma emenda individual ao projeto de lei orçamentária

Os parlamentares apresentam emendas ao projeto de lei orçamentária na Comissão Mista de Orçamento, que dá parecer, e o plenário das duas casas vota (Constituição, art. 166, § 2º). As emendas individuais têm cota fixada na Constituição, e metade vai para a saúde, o que serve para uma reforma de hospital. O ofício ao ministério é o distrator tentador, mas o deputado não tem poder de ordenar despesa do Executivo.

Entenda melhor: Emendas parlamentares: o que são e por que viraram problema

9 Um deputado destinou uma emenda individual para a compra de ambulâncias num município. O governo federal pode deixar de pagar a emenda só por discordar politicamente do deputado?

  1. Sim, o governo paga só as emendas que quiser
  2. Sim, desde que o ministro da Saúde justifique por escrito
  3. Não, as emendas individuais são de execução obrigatória, salvo impedimento de ordem técnica
  4. Não, e o pagamento deve ser feito em dobro se atrasar
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Resposta: C. Não, as emendas individuais são de execução obrigatória, salvo impedimento de ordem técnica

É obrigatória a execução orçamentária e financeira das programações das emendas individuais, até o limite constitucional, salvo impedimento de ordem técnica (Constituição, art. 166, §§ 11 e 13). O chamado orçamento impositivo veio com a Emenda Constitucional 86/2015 e foi estendido às emendas de bancada em 2019. Antes disso, o governo escolhia o que pagar, e é por isso que o primeiro distrator ainda parece verdadeiro.

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10 Uma emenda de um senador mandou dinheiro direto para o caixa de uma prefeitura, sem convênio e sem projeto definido antes. Como se chama essa modalidade?

  1. Transferência com finalidade definida
  2. Fundo de Participação dos Municípios
  3. Emenda de relator
  4. Transferência especial, apelidada de emenda Pix
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Resposta: D. Transferência especial, apelidada de emenda Pix

As emendas individuais podem repassar recursos a estados e municípios por transferência especial, em que o dinheiro vai direto ao ente beneficiado, sem convênio, e passa a pertencer a ele no ato da transferência (Constituição, art. 166-A, criado pela Emenda Constitucional 105/2019). Por isso ganhou o apelido de emenda Pix. A transferência com finalidade definida é o distrator tentador, mas nela o destino do dinheiro já vem fixado.

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