Para acertar estas 20 questões, é preciso saber qual instrumento serve para cada caso: a PEC muda a Constituição e não passa pelo presidente, o projeto de lei ordinária é a regra geral, a lei complementar só entra quando a Constituição exige, a medida provisória vale na hora mas precisa ser votada, e o decreto legislativo e a resolução cuidam de assuntos do próprio Legislativo. A página PEC, PL, PLP, MP e decreto: qual a diferença traz a tabela comparativa, e Medida provisória detalha prazos e trancamento de pauta.

Questões de conceito

1 Para mudar um artigo da Constituição, que tipo de proposta é necessário?

  1. Projeto de lei ordinária
  2. Medida provisória
  3. Proposta de emenda à Constituição (PEC)
  4. Decreto do presidente da República
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Resposta: C. Proposta de emenda à Constituição (PEC)

Só uma proposta de emenda à Constituição altera o texto constitucional, e ela precisa de 3/5 dos votos em dois turnos em cada casa (Constituição, art. 60). Lei ordinária, medida provisória e decreto estão abaixo da Constituição e não podem contrariá-la.

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2 Que tipo de proposição o Congresso usa nos assuntos de sua competência exclusiva, como aprovar um tratado internacional ou julgar as contas do presidente?

  1. Decreto legislativo
  2. Lei ordinária
  3. Resolução
  4. Emenda à Constituição
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Resposta: A. Decreto legislativo

O decreto legislativo cuida das matérias de competência exclusiva do Congresso, como resolver sobre tratados, julgar as contas do presidente, autorizar referendo e convocar plebiscito, e não passa por sanção (Constituição, arts. 49 e 59, VI). A resolução é o distrator tentador, porque também dispensa sanção, mas trata de assuntos internos de cada casa, como o regimento. Lei ordinária, ao contrário, vai à sanção ou ao veto do presidente.

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3 Para que serve uma resolução aprovada pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado?

  1. Para regulamentar leis no lugar do presidente da República
  2. Para mudar o texto da Constituição
  3. Para criar impostos sem passar pela outra casa
  4. Para tratar de assuntos internos da casa, como o regimento, sem sanção do presidente
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Resposta: D. Para tratar de assuntos internos da casa, como o regimento, sem sanção do presidente

A resolução é uma das espécies do processo legislativo e trata, sobretudo, de matérias da competência privativa de cada casa, como o regimento interno, a economia interna e a criação de CPI (Constituição, art. 59, VII; Regimento Interno da Câmara, art. 109, III). Ela não vai à sanção do presidente da República. O distrator de regulamentar leis é tentador, mas regulamentar é papel do decreto do Executivo. Imposto só se cria por lei.

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4 Quando é preciso usar um projeto de lei complementar (PLP), e não um projeto de lei ordinária?

  1. Quando a própria Constituição exige lei complementar para aquele assunto
  2. Quando o assunto é considerado mais importante pelos deputados
  3. Sempre que o projeto for enviado pelo presidente da República
  4. Quando o projeto pretende mudar um artigo da Constituição
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Resposta: A. Quando a própria Constituição exige lei complementar para aquele assunto

Lei complementar só é usada nos temas em que a Constituição a exige expressamente, como finanças públicas, novos casos de inelegibilidade e o número de deputados por estado, e é aprovada por maioria absoluta (Constituição, art. 69). Achar que ela serve para os assuntos mais importantes é o erro tentador: o critério é a exigência constitucional, não a relevância. Mudar a Constituição exige proposta de emenda, outra espécie.

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5 Uma proposta de emenda à Constituição foi rejeitada pelo Congresso. Quando o mesmo assunto pode voltar a ser apresentado como nova PEC?

  1. Imediatamente, se um terço dos deputados assinar de novo
  2. Só na sessão legislativa seguinte, isto é, a partir do ano seguinte
  3. Nunca mais, porque a rejeição de PEC é definitiva
  4. Na mesma sessão legislativa, se a maioria absoluta de uma das casas propuser
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Resposta: B. Só na sessão legislativa seguinte, isto é, a partir do ano seguinte

A matéria de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa (Constituição, art. 60, § 5º). Ou seja, o assunto só pode voltar como PEC no ano seguinte. O distrator mais tentador é o da maioria absoluta, porque essa é a regra do projeto de lei rejeitado (art. 67), que pode ser reapresentado no mesmo ano. Para a PEC não existe essa saída, mas a rejeição também não é para sempre.

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6 O que é uma lei delegada?

  1. Uma medida provisória que o Congresso aprovou sem mudar o texto
  2. Uma lei aprovada só por uma comissão, sem passar pelo plenário
  3. Uma lei que o presidente promulga quando o Congresso deixa de votar um projeto no prazo
  4. Uma lei elaborada pelo presidente da República depois que o Congresso lhe delega esse poder, por resolução
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Resposta: D. Uma lei elaborada pelo presidente da República depois que o Congresso lhe delega esse poder, por resolução

As leis delegadas são elaboradas pelo presidente da República, que precisa pedir a delegação ao Congresso, e a delegação tem a forma de resolução que fixa o conteúdo e os termos do seu uso (Constituição, art. 68, caput e § 2º). Não podem ser delegados atos exclusivos do Congresso, matéria de lei complementar nem direitos individuais, políticos e eleitorais (§ 1º). A medida provisória é o distrator tentador, mas ela é editada sem pedido prévio. A lei delegada é um instrumento raro na prática.

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7 Antes de ser votada nos plenários da Câmara e do Senado, uma medida provisória é examinada por qual colegiado?

  1. Uma comissão mista de deputados e senadores, que emite parecer
  2. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado
  3. O plenário do Supremo Tribunal Federal
  4. O conselho de ministros do governo
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Resposta: A. Uma comissão mista de deputados e senadores, que emite parecer

Cabe a uma comissão mista de deputados e senadores examinar cada medida provisória e emitir parecer antes que ela seja apreciada, em sessão separada, pelo plenário de cada casa (Constituição, art. 62, § 9º). A CCJ é tentadora por ser a comissão mais conhecida na tramitação de projetos, mas a MP tem rito próprio. O STF não examina a MP antes da votação: só pode julgá-la se alguém a questionar.

Entenda melhor: Medida provisória: o que é, prazo e como vira lei

8 Que tipo de proposição o presidente da República usa para enviar ao Congresso o orçamento anual da União?

  1. Uma medida provisória, que vale desde a publicação
  2. Um projeto de lei, que os parlamentares podem emendar e precisam aprovar
  3. Um decreto, que não passa pelo Congresso
  4. Uma proposta de emenda à Constituição
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Resposta: B. Um projeto de lei, que os parlamentares podem emendar e precisam aprovar

O orçamento anual é uma lei de iniciativa do Poder Executivo: o presidente envia o projeto, que é apreciado pelas duas casas, recebe emendas e volta para sanção (Constituição, arts. 165 e 166). A medida provisória é o distrator tentador por ser também ato do presidente, mas a Constituição proíbe MP sobre orçamento, salvo crédito extraordinário em caso imprevisível e urgente. Decreto não tem força para aprovar gastos.

Entenda melhor: PEC, PL, PLP, MP e decreto: qual a diferença

9 Na Câmara, o que é uma emenda apresentada por um deputado a um projeto de lei que está em tramitação?

  1. Uma mudança no texto da Constituição
  2. Uma indicação de dinheiro do orçamento para uma obra
  3. Uma proposta para mudar o texto do projeto, acrescentando, retirando ou alterando trechos
  4. Um pedido para arquivar o projeto
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Resposta: C. Uma proposta para mudar o texto do projeto, acrescentando, retirando ou alterando trechos

Emenda a projeto é a proposta de alteração do texto em tramitação, que pode suprimir, acrescentar ou modificar dispositivos e é votada junto com o projeto (Regimento Interno da Câmara). A palavra emenda tem outros usos, e isso torna os distratores tentadores: emenda à Constituição é a PEC, e emenda parlamentar ao orçamento é a indicação de recursos para obras e serviços. No caso do projeto comum, ela só muda o texto.

Entenda melhor: PEC, PL, PLP, MP e decreto: qual a diferença

10 No Congresso, o que faz um projeto de decreto legislativo de sustação?

  1. Suspende uma lei declarada inconstitucional pelo STF
  2. Suspende o mandato de um parlamentar investigado
  3. Suspende a tramitação de uma emenda à Constituição
  4. Suspende um ato normativo do Executivo que foi além do que a lei permite
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Resposta: D. Suspende um ato normativo do Executivo que foi além do que a lei permite

É competência exclusiva do Congresso sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa, e isso é feito por decreto legislativo, sem sanção (Constituição, art. 49, V). O distrator tentador é a suspensão de lei declarada inconstitucional, que existe mas é feita por resolução do Senado. O PDL de sustação é um freio político do Congresso sobre decretos e portarias.

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Questões de aplicação

1 Um senador quer mudar um artigo da Constituição e decide apresentar sozinho uma proposta de emenda constitucional. Ele pode fazer isso?

  1. Sim, qualquer senador pode apresentar uma PEC sozinho
  2. Não, a PEC precisa ser assinada por pelo menos um terço dos senadores
  3. Não, só o presidente da República pode propor PEC
  4. Sim, desde que o presidente do Senado concorde
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Resposta: B. Não, a PEC precisa ser assinada por pelo menos um terço dos senadores

A PEC pode ser proposta por um terço, no mínimo, dos deputados ou dos senadores, pelo presidente da República ou por mais da metade das assembleias legislativas (Constituição, art. 60, I a III). No Senado, isso significa ao menos 27 assinaturas. Projeto de lei comum um parlamentar apresenta sozinho; emenda à Constituição, não.

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2 O Congresso aprovou uma medida provisória, mas mudou parte do texto original. O que acontece em seguida?

  1. Passa a valer o texto original da medida provisória
  2. O texto aprovado vira lei sem passar pelo presidente
  3. O texto modificado vai à sanção ou veto do presidente da República
  4. O presidente precisa editar uma nova medida provisória com as mudanças
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Resposta: C. O texto modificado vai à sanção ou veto do presidente da República

Quando o Congresso altera a MP, ela vira um projeto de lei de conversão, que segue para sanção ou veto do presidente; até lá, a MP continua valendo como foi editada (Constituição, art. 62, § 12). O erro comum é achar que o Congresso só pode aprovar ou rejeitar a MP do jeito que veio.

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3 Deputados querem criar um novo caso que impeça a candidatura de condenados por um tipo de crime. Que tipo de proposição eles precisam usar?

  1. Projeto de lei complementar
  2. Projeto de lei ordinária
  3. Medida provisória
  4. Projeto de resolução da Câmara
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Resposta: A. Projeto de lei complementar

A Constituição determina que outros casos de inelegibilidade, além dos que ela mesma prevê, sejam estabelecidos por lei complementar (Constituição, art. 14, § 9º). Foi assim com a Lei da Ficha Limpa, a Lei Complementar 135/2010, aprovada por maioria absoluta. O projeto de lei ordinária é tentador por ser o caminho comum, mas não serve aqui. Medida provisória está fora de questão, porque é proibida em direito eleitoral.

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4 Uma frente de deputados quer reduzir de oito para quatro anos o mandato dos senadores. Que tipo de proposição precisam apresentar?

  1. Um projeto de lei ordinária
  2. Uma proposta de emenda à Constituição
  3. Um projeto de lei complementar
  4. Uma resolução do Senado Federal
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Resposta: B. Uma proposta de emenda à Constituição

O mandato de oito anos dos senadores está escrito na própria Constituição, e só uma emenda constitucional pode mudá-lo (Constituição, arts. 46, § 1º, e 60). A PEC exige assinatura de um terço dos deputados ou dos senadores e aprovação por três quintos, em dois turnos, em cada casa. A lei complementar é tentadora por exigir quórum maior que a ordinária, mas nenhuma lei pode alterar o texto constitucional.

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5 Uma medida provisória sobre crédito rural chegou ao Congresso e passou 45 dias sem ser votada. O que acontece?

  1. Ela perde a validade imediatamente
  2. Ela vira lei de forma automática
  3. Ela entra em regime de urgência e tranca as demais votações da casa em que estiver
  4. Ela é arquivada e o presidente precisa editar outra
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Resposta: C. Ela entra em regime de urgência e tranca as demais votações da casa em que estiver

Se a medida provisória não for apreciada em até 45 dias da publicação, entra em regime de urgência em cada casa, e ficam sobrestadas as demais deliberações legislativas da casa onde estiver tramitando (Constituição, art. 62, § 6º). É o chamado trancamento de pauta. Perder a validade é o distrator tentador, mas isso só ocorre se ela não for convertida em lei em 60 dias, prorrogáveis por mais 60.

Entenda melhor: Medida provisória: o que é, prazo e como vira lei

6 O presidente da República editou um decreto que, a pretexto de regulamentar uma lei de vacinação, criou uma multa que a própria lei não prevê. Como o Congresso pode derrubar esse trecho sem depender do presidente?

  1. Aprovando um projeto de lei que revoga o decreto, sujeito a sanção ou veto
  2. Editando uma medida provisória que anula o decreto
  3. Pedindo ao Tribunal de Contas da União que suspenda o decreto
  4. Aprovando um decreto legislativo que susta o ato, sem sanção do presidente
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Resposta: D. Aprovando um decreto legislativo que susta o ato, sem sanção do presidente

É competência exclusiva do Congresso sustar os atos normativos do Executivo que exorbitem do poder regulamentar, e isso é feito por decreto legislativo, que não vai à sanção (Constituição, arts. 49, V, e 59, VI). Um decreto serve para regulamentar a lei, não para criar obrigação ou multa que ela não prevê. O projeto de lei é o distrator tentador, mas depende da sanção do próprio presidente, que poderia vetá-lo. Medida provisória é ato exclusivo do presidente.

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7 Um deputado quer mudar o Código de Trânsito para aumentar a multa por uso de celular ao volante. Que tipo de proposição ele apresenta?

  1. Um projeto de lei ordinária, aprovado por maioria simples
  2. Um projeto de lei complementar, aprovado por maioria absoluta
  3. Uma proposta de emenda à Constituição
  4. Um projeto de decreto legislativo, sem sanção
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Resposta: A. Um projeto de lei ordinária, aprovado por maioria simples

O Código de Trânsito Brasileiro é uma lei ordinária, a Lei 9.503/1997, e se altera por projeto de lei ordinária, aprovado por maioria simples com a maioria absoluta presente (Constituição, arts. 47 e 61). O PLP é tentador porque um código parece mais importante, mas lei complementar só é exigida quando a Constituição manda. O decreto legislativo não serve, pois trata de competências exclusivas do Congresso.

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8 Uma medida provisória foi publicada em 20 de dezembro, pouco antes do recesso do Congresso. Os dias de recesso contam no prazo para ela ser votada?

  1. Sim, o prazo corre normalmente, e ela pode perder a validade no recesso
  2. Não, o prazo da medida provisória fica suspenso durante o recesso
  3. Sim, e por isso ela vira lei automaticamente se não for votada
  4. Não, porque medida provisória só pode ser editada fora do recesso
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Resposta: B. Não, o prazo da medida provisória fica suspenso durante o recesso

O prazo de 60 dias, prorrogável por mais 60, conta-se da publicação da medida provisória e fica suspenso durante os períodos de recesso do Congresso (Constituição, art. 62, §§ 3º e 4º). Assim, a MP de dezembro continua valendo e o prazo volta a correr em fevereiro. A alternativa de que ela não pode ser editada no recesso é tentadora, mas o presidente pode editar MP a qualquer momento; o que para é a contagem.

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9 Uma emenda à Constituição que muda regras de aposentadoria foi aprovada nas duas casas, e o presidente da República discorda do texto. O que ele pode fazer?

  1. Vetar a emenda em até 15 dias úteis
  2. Devolver a emenda para nova votação na Câmara
  3. Nada no processo, porque emenda à Constituição é promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado sem sanção
  4. Segurar a publicação até o Congresso negociar
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Resposta: C. Nada no processo, porque emenda à Constituição é promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado sem sanção

A emenda constitucional é promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado, com o respectivo número de ordem, e não passa por sanção nem veto do presidente (Constituição, art. 60, § 3º). O presidente pode propor PEC, mas não decide sobre ela no fim. O veto em 15 dias úteis é o distrator tentador, porque é a regra dos projetos de lei, e muita gente acha que tudo o que o Congresso aprova passa pelo presidente.

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10 Moradores organizados querem coletar assinaturas de eleitores para mudar um artigo da Constituição Federal. Esse caminho existe hoje?

  1. Sim, basta reunir assinaturas de 1% do eleitorado nacional
  2. Sim, desde que o pedido passe antes pelo STF
  3. Sim, desde que a proposta comece pelo Senado
  4. Não, a iniciativa popular federal serve só para projetos de lei, não para emenda à Constituição
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Resposta: D. Não, a iniciativa popular federal serve só para projetos de lei, não para emenda à Constituição

A emenda à Constituição só pode ser proposta por um terço dos deputados ou dos senadores, pelo presidente da República ou por mais da metade das assembleias legislativas (Constituição, art. 60). A iniciativa popular, com assinaturas de 1% do eleitorado em ao menos cinco estados, vale para projetos de lei (art. 61, § 2º). O distrator do 1% é tentador por citar o número certo, mas para a proposição errada.

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