Para acertar estas 20 questões, é preciso saber como o prefeito chega ao cargo e quem o vigia depois. Caem o mandato de quatro anos com uma só reeleição seguida, o segundo turno apenas nas cidades com mais de 200 mil eleitores, a posse em 1º de janeiro e as regras de inelegibilidade. Do lado do controle, entram o julgamento das contas pela Câmara com parecer do Tribunal de Contas, a cassação por dois terços dos vereadores e a improbidade. As páginas Sistema eleitoral brasileiro e O que faz o prefeito explicam essas regras.

Questões de conceito

1 Qual é a regra de mandato e reeleição para prefeito?

  1. Mandato de quatro anos, com reeleições ilimitadas
  2. Mandato de quatro anos, com direito a uma única reeleição seguida
  3. Mandato de cinco anos, sem reeleição
  4. Mandato de oito anos, sem reeleição
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Resposta: B. Mandato de quatro anos, com direito a uma única reeleição seguida

O prefeito tem mandato de quatro anos (Constituição, art. 29, I) e pode ser reeleito para um único período subsequente, como o presidente e os governadores (art. 14, § 5º). Depois de dois mandatos seguidos, precisa ficar fora pelo menos um mandato para voltar ao cargo. As reeleições ilimitadas valem para vereadores e deputados, o que explica a confusão. Oito anos é o mandato do senador.

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2 Em que data o prefeito eleito toma posse?

  1. No dia da diplomação, em dezembro
  2. No primeiro dia útil de fevereiro
  3. Logo após o fim da apuração dos votos
  4. Em 1º de janeiro do ano seguinte ao da eleição
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Resposta: D. Em 1º de janeiro do ano seguinte ao da eleição

A posse do prefeito e do vice-prefeito ocorre em 1º de janeiro do ano seguinte ao da eleição (Constituição, art. 29, III). Antes disso, a Justiça Eleitoral diploma os eleitos, em regra em dezembro, o que faz muita gente confundir diplomação e posse. A apuração apenas define quem venceu. A data é a mesma em todo o país, porque as eleições municipais são simultâneas. Fevereiro, outro distrator, não tem relação com a posse do prefeito.

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3 O parecer do Tribunal de Contas sobre as contas anuais do prefeito pode ser derrubado pela Câmara Municipal?

  1. Sim, mas só pelo voto de dois terços dos vereadores
  2. Não, o parecer do Tribunal de Contas é sempre definitivo
  3. Sim, por maioria simples dos presentes
  4. Sim, mas só com autorização do governador
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Resposta: A. Sim, mas só pelo voto de dois terços dos vereadores

Quem julga as contas anuais do prefeito é a Câmara Municipal, com base no parecer prévio do Tribunal de Contas, que só deixa de prevalecer por decisão de dois terços dos membros da Câmara (Constituição, art. 31, § 2º). Na prática o parecer pesa muito, mas a palavra final é dos vereadores. A maioria simples não basta, justamente para que uma base aliada pequena não salve contas reprovadas. O governador não participa do julgamento.

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4 Qual é o voto necessário na Câmara Municipal para cassar o mandato do prefeito por infração político-administrativa?

  1. Maioria simples dos presentes
  2. Maioria absoluta dos vereadores
  3. Dois terços dos vereadores
  4. Unanimidade dos vereadores
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Resposta: C. Dois terços dos vereadores

Nas infrações político-administrativas, como impedir o funcionamento da Câmara ou descumprir o orçamento, o prefeito é julgado pela Câmara Municipal e só é afastado definitivamente pelo voto de pelo menos dois terços dos vereadores (Decreto-Lei 201/1967, arts. 4º e 5º). É o equivalente local do impeachment. A denúncia pode ser feita por qualquer eleitor, e o processo precisa terminar em 90 dias. Crimes do prefeito, por outro lado, vão ao Tribunal de Justiça.

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5 Em que dia acontece o primeiro turno da eleição para prefeito?

  1. No último domingo de outubro
  2. No primeiro domingo de outubro
  3. No primeiro domingo de novembro
  4. Em 15 de novembro, feriado da República
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Resposta: B. No primeiro domingo de outubro

A Constituição fixa a eleição do prefeito e do vice-prefeito no primeiro domingo de outubro do ano anterior ao fim do mandato dos atuais (Constituição, art. 29, II). O último domingo de outubro é a data do segundo turno, que só existe nos municípios com mais de 200 mil eleitores. A eleição municipal é simultânea em todo o país e acontece dois anos depois das eleições gerais, como em 2024 e 2028.

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6 Quais punições a Constituição prevê para atos de improbidade administrativa, como os de um prefeito que desvia dinheiro público?

  1. Apenas uma advertência por escrito da Câmara Municipal
  2. Só multa, sem perda do cargo
  3. Suspensão dos direitos políticos, perda da função, indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário
  4. Prisão perpétua e confisco dos bens da família
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Resposta: C. Suspensão dos direitos políticos, perda da função, indisponibilidade dos bens e ressarcimento ao erário

A Constituição diz que os atos de improbidade importam a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, sem prejuízo da ação penal (Constituição, art. 37, § 4º). A Lei de Improbidade detalha as condutas e a gradação das penas, que incluem multa (Lei 8.429/1992). A ação corre na Justiça, não na Câmara. Prisão perpétua não existe no Brasil.

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7 O Tribunal de Contas que analisa as contas da prefeitura faz parte de qual estrutura?

  1. É uma vara da Justiça Eleitoral
  2. É uma secretaria da própria prefeitura
  3. É um departamento do Ministério Público
  4. É órgão de controle externo que auxilia o Poder Legislativo
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Resposta: D. É órgão de controle externo que auxilia o Poder Legislativo

O controle externo do município é exercido pela Câmara Municipal com o auxílio dos Tribunais de Contas dos Estados ou, onde houver, dos tribunais ou conselhos de contas dos municípios (Constituição, art. 31, § 1º). O tribunal analisa contas e emite parecer, mas não pertence ao Judiciário, apesar do nome. Também não é órgão da prefeitura, porque fiscaliza justamente ela. A Constituição proíbe criar novos tribunais de contas municipais (art. 31, § 4º).

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8 Como é eleito o vice-prefeito?

  1. Junto com o prefeito, na mesma chapa, numa só votação
  2. Pelos vereadores, depois da posse do prefeito
  3. Em votação separada, podendo ser de outra chapa
  4. É nomeado pelo prefeito entre os secretários
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Resposta: A. Junto com o prefeito, na mesma chapa, numa só votação

A Constituição prevê eleição direta e simultânea do prefeito e do vice-prefeito (Constituição, art. 29, I), e a eleição do titular importa a do vice registrado com ele, como no plano federal (art. 77, § 1º). O eleitor não vota no vice separadamente: ao escolher o candidato a prefeito, escolhe a chapa inteira. Por isso não existe prefeito de uma chapa com vice de outra. O vice não é nomeado pelo prefeito nem escolhido pela Câmara.

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9 O que um prefeito precisa fazer para disputar outro cargo, como governador ou deputado?

  1. Nada, pode concorrer sem deixar o cargo
  2. Renunciar ao mandato até seis meses antes da eleição
  3. Tirar licença de 30 dias durante a campanha
  4. Pedir autorização à Câmara Municipal
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Resposta: B. Renunciar ao mandato até seis meses antes da eleição

Para concorrer a outros cargos, presidente, governadores e prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito (Constituição, art. 14, § 6º). É a chamada desincompatibilização, que evita o uso da máquina pública na campanha. A exigência não vale para a reeleição ao mesmo cargo, em que o prefeito concorre sem sair. A Câmara Municipal não autoriza nem impede a candidatura.

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10 Qual instituição organiza a eleição para prefeito e vereador, registra as candidaturas e entrega o diploma aos eleitos?

  1. A Câmara Municipal
  2. A prefeitura, pela secretaria de administração
  3. A Justiça Eleitoral
  4. O Tribunal de Contas do Estado
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Resposta: C. A Justiça Eleitoral

As eleições são organizadas pela Justiça Eleitoral, formada pelo TSE, pelos tribunais regionais eleitorais, pelos juízes eleitorais e pelas juntas eleitorais (Constituição, art. 118). Na eleição municipal, os candidatos a prefeito, vice e vereador são registrados no juízo eleitoral, e a junta eleitoral apura os votos e expede os diplomas (Código Eleitoral, arts. 40 e 89). Prefeitura e Câmara são partes interessadas e não organizam a disputa, e o Tribunal de Contas cuida de contas públicas.

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Questões de aplicação

1 Há denúncias de superfaturamento na compra da merenda das escolas municipais. Qual casa legislativa fiscaliza as contas do prefeito?

  1. A Câmara Municipal
  2. A Assembleia Legislativa
  3. O Senado Federal
  4. A Câmara dos Deputados
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Resposta: A. A Câmara Municipal

A fiscalização do município é exercida pela Câmara Municipal, com o auxílio do Tribunal de Contas (Constituição, art. 31). Os vereadores podem convocar secretários e abrir comissão de investigação. A Assembleia fiscaliza o governo do estado, não a prefeitura.

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2 Um prefeito foi eleito em 2020 e reeleito em 2024. Ele pode disputar a prefeitura da mesma cidade em 2028?

  1. Sim, não há limite de reeleições para prefeito
  2. Sim, se a Câmara Municipal autorizar
  3. Sim, desde que troque de partido
  4. Não, já usou a única reeleição seguida permitida
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Resposta: D. Não, já usou a única reeleição seguida permitida

Prefeitos, como presidente e governadores, só podem ser reeleitos para um único período subsequente (Constituição, art. 14, § 5º). Quem foi eleito em 2020 e reeleito em 2024 não pode disputar a terceira eleição seguida para o mesmo cargo, em 2028. Trocar de partido não muda nada, e a Câmara não decide sobre elegibilidade. Ele poderá voltar a concorrer depois de passar um mandato fora. A regra não vale para vereadores, que não têm limite.

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3 A esposa do prefeito, que nunca teve mandato, quer se candidatar a vereadora na mesma cidade enquanto o marido está no cargo. Ela pode?

  1. Não, cônjuge do prefeito é inelegível no município, salvo se já tiver mandato e disputar a reeleição
  2. Sim, a restrição só vale para o cargo de prefeito
  3. Sim, desde que seja de outro partido
  4. Sim, se o prefeito não fizer campanha para ela
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Resposta: A. Não, cônjuge do prefeito é inelegível no município, salvo se já tiver mandato e disputar a reeleição

São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes até o segundo grau do prefeito (Constituição, art. 14, § 7º). Por isso a esposa não pode disputar vaga de vereadora na mesma cidade, a menos que já fosse titular de mandato e concorresse à reeleição. A restrição vale para qualquer cargo naquele território, não só para prefeito, e mudar de partido não resolve. O objetivo é impedir que o poder local fique em família.

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4 Em setembro do último ano do mandato, o prefeito assina contratos de obras que só serão pagos no ano seguinte, sem deixar dinheiro em caixa para isso. O que diz a Lei de Responsabilidade Fiscal?

  1. É permitido, porque o próximo prefeito é obrigado a pagar
  2. É proibido, nos últimos oito meses do mandato, assumir despesa assim sem dinheiro em caixa para pagá-la
  3. É permitido, desde que a Câmara aprove os contratos
  4. Só é proibido se a obra for na área da saúde
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Resposta: B. É proibido, nos últimos oito meses do mandato, assumir despesa assim sem dinheiro em caixa para pagá-la

A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe o titular do Poder, nos dois últimos quadrimestres do mandato, de contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele, ou que tenha parcelas no ano seguinte sem disponibilidade de caixa suficiente (Lei Complementar 101/2000, art. 42). Os dois últimos quadrimestres vão de maio a dezembro. A regra impede que o prefeito deixe a conta para o sucessor, e a autorização da Câmara não a afasta.

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5 Durante a campanha, o prefeito candidato à reeleição usa um carro da prefeitura para ir a comícios. Isso é permitido?

  1. Sim, porque ele continua sendo o prefeito
  2. Sim, desde que pague a gasolina do próprio bolso
  3. Não, é conduta vedada usar bens públicos em benefício de candidato
  4. Sim, se os comícios forem dentro do município
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Resposta: C. Não, é conduta vedada usar bens públicos em benefício de candidato

A lei eleitoral proíbe aos agentes públicos ceder ou usar, em benefício de candidato, partido ou coligação, bens móveis ou imóveis da administração (Lei 9.504/1997, art. 73, I). Carro oficial em comício é exemplo típico. A conduta pode gerar multa e até cassação do registro ou do diploma. Pagar a gasolina não resolve, porque o problema é usar o bem público na campanha, o que desequilibra a disputa com os demais candidatos.

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6 Numa cidade com 150 mil eleitores, o candidato A teve 40% dos votos válidos para prefeito, o B teve 35% e o C, 25%. O que acontece?

  1. A e B disputam o segundo turno, porque ninguém teve maioria absoluta
  2. A eleição é anulada e refeita em 40 dias
  3. A Câmara Municipal escolhe entre A e B
  4. A vence no primeiro turno, porque a cidade tem menos de 200 mil eleitores
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Resposta: D. A vence no primeiro turno, porque a cidade tem menos de 200 mil eleitores

O segundo turno para prefeito só existe nos municípios com mais de 200 mil eleitores (Constituição, art. 29, II). Nos demais, vence quem tiver mais votos em turno único, mesmo sem maioria absoluta. Por isso, numa cidade de 150 mil eleitores, A é eleito com 40%. O distrator do segundo turno é tentador porque essa é a regra para presidente, governador e prefeitos das cidades grandes. A conta usa eleitores, não habitantes.

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7 O Ministério Público denunciou o prefeito por desviar dinheiro da prefeitura destinado à reforma de uma praça. Qual tribunal julga esse crime enquanto ele está no cargo?

  1. O Tribunal de Justiça do estado
  2. O juiz de primeira instância da comarca
  3. O Superior Tribunal de Justiça
  4. A Câmara Municipal
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Resposta: A. O Tribunal de Justiça do estado

A Constituição garante ao prefeito julgamento perante o Tribunal de Justiça (Constituição, art. 29, X), e desviar verba pública é crime do prefeito previsto em lei federal (Decreto-Lei 201/1967, art. 1º, I). Por isso o processo não começa no juiz da comarca. O STJ julga governadores, não prefeitos. A Câmara Municipal julga infrações político-administrativas e pode cassar o mandato, mas não aplica pena de crime.

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8 Você desconfia que a licitação para comprar uniformes escolares da prefeitura foi combinada entre as empresas. Além do Ministério Público, a quem você pode denunciar?

  1. Ao Tribunal Regional Eleitoral
  2. Ao Tribunal de Contas, que fiscaliza o uso do dinheiro público
  3. À Receita Federal
  4. Ao Procon do estado
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Resposta: B. Ao Tribunal de Contas, que fiscaliza o uso do dinheiro público

Qualquer cidadão, partido, associação ou sindicato pode denunciar irregularidades ao Tribunal de Contas, regra prevista para o TCU e estendida aos tribunais de contas dos estados e dos municípios (Constituição, arts. 74, § 2º, e 75). O tribunal pode apurar o caso e aplicar sanções aos responsáveis. A Câmara Municipal também pode investigar. A Justiça Eleitoral só cuida de eleições, a Receita trata de tributos federais e o Procon, de relações de consumo.

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9 Você quer examinar as contas anuais do município para conferir os gastos com a coleta de lixo. O que a Constituição garante?

  1. Só vereadores podem ver as contas do município
  2. As contas ficam em sigilo até o fim do mandato
  3. As contas ficam 60 dias por ano à disposição de qualquer contribuinte, que pode questioná-las
  4. Só quem paga IPTU acima de certo valor pode ver as contas
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Resposta: C. As contas ficam 60 dias por ano à disposição de qualquer contribuinte, que pode questioná-las

As contas dos municípios ficam, durante 60 dias, anualmente, à disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, e ele pode questionar sua legitimidade nos termos da lei (Constituição, art. 31, § 3º). A Lei de Acesso à Informação reforça esse direito durante o ano todo (Lei 12.527/2011). Nada disso é exclusivo de vereadores, e não existe sigilo de contas públicas até o fim do mandato. Gastos com contratos de lixo são informação pública.

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10 Faltando dois meses para a eleição, o prefeito candidato à reeleição comparece à inauguração de uma creche. O que ele arrisca?

  1. Nada, a proibição vale só para candidatos a presidente
  2. Apenas uma advertência verbal do juiz eleitoral
  3. A perda automática dos direitos políticos por oito anos
  4. A cassação do registro ou do diploma
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Resposta: D. A cassação do registro ou do diploma

A lei eleitoral proíbe qualquer candidato de comparecer, nos três meses que precedem a eleição, a inaugurações de obras públicas, sob pena de cassação do registro ou do diploma (Lei 9.504/1997, art. 77). A regra vale para todos os cargos, inclusive prefeito e vereador. A obra pode ser inaugurada pela prefeitura normalmente, sem a presença do candidato. A ideia é impedir que a máquina pública vire palanque às vésperas da votação.

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