Para acertar estas 20 questões, é preciso saber que o prefeito chefia o Executivo da cidade: executa o orçamento aprovado pela Câmara, nomeia secretários, contrata por licitação e por concurso, sanciona ou veta leis e regulamenta por decreto. Também é preciso saber o que ele não faz sozinho, como criar tributo, dar aumento a servidor ou gastar fora do orçamento, que dependem de lei votada pelos vereadores. A página O que faz o prefeito resume essas tarefas, e a de cargos comissionados explica a diferença entre nomeação livre e concurso.
Questões de conceito
1 Quem envia à Câmara Municipal o projeto de orçamento do município?
- O presidente da Câmara
- O prefeito
- O Tribunal de Contas
- Qualquer vereador
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Resposta: B. O prefeito
A proposta de orçamento é de iniciativa do chefe do Executivo, no município o prefeito, como a Constituição prevê para a União (arts. 84, XXIII, e 165). A Câmara discute, pode emendar e aprova a lei orçamentária.
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2 Quem escolhe e pode trocar os secretários municipais, como o de saúde e o de educação?
- O prefeito
- A Câmara Municipal, por votação
- O governador do estado
- Os conselhos municipais de cada área
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Resposta: A. O prefeito
Os secretários municipais são auxiliares diretos do prefeito, que os nomeia e exonera livremente, como o presidente faz com os ministros (Constituição, art. 84, I, modelo seguido nos municípios). A Câmara Municipal pode convocá-los para dar explicações, mas não os escolhe nem os demite.
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3 O prefeito pode aumentar a alíquota do IPTU ou criar uma taxa nova por meio de decreto?
- Sim, porque o IPTU é um imposto municipal
- Sim, desde que o decreto seja publicado no diário oficial
- Não, criar ou aumentar tributo exige lei aprovada pela Câmara Municipal
- Só com autorização do governador do estado
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Resposta: C. Não, criar ou aumentar tributo exige lei aprovada pela Câmara Municipal
Nenhum tributo pode ser criado ou aumentado sem lei que o estabeleça, e no município essa lei é votada pela Câmara Municipal (Constituição, art. 150, I). O fato de o IPTU ser municipal engana muita gente: o imposto é da cidade, mas a decisão de criá-lo ou aumentá-lo passa pelos vereadores. O prefeito pode propor o projeto e depois sancioná-lo ou vetá-lo. O governador não tem nenhum papel no tributo municipal.
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4 Para que serve, em regra, um decreto do prefeito?
- Para criar crimes e penas que valem só dentro da cidade
- Para pôr em vigor um projeto que a Câmara Municipal rejeitou
- Para aumentar o salário dos servidores sem passar pela Câmara
- Para regulamentar leis municipais e organizar o funcionamento da prefeitura
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Resposta: D. Para regulamentar leis municipais e organizar o funcionamento da prefeitura
O decreto é o ato do chefe do Executivo para a fiel execução das leis, como a Constituição prevê para o presidente, modelo que as leis orgânicas repetem para o prefeito (Constituição, art. 84, IV). Ele detalha como a lei será cumprida, mas não cria obrigação que a lei não criou nem ressuscita projeto rejeitado. Aumento de salário de servidor exige lei específica (art. 37, X), e crime e pena só a União define.
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5 Como é fixado o salário (subsídio) do prefeito?
- Por lei de iniciativa da Câmara Municipal
- Por decreto do próprio prefeito
- Pelo Tribunal de Contas do Estado
- Por resolução do Tribunal Regional Eleitoral
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Resposta: A. Por lei de iniciativa da Câmara Municipal
A Constituição manda que os subsídios do prefeito, do vice-prefeito e dos secretários municipais sejam fixados por lei de iniciativa da Câmara Municipal (Constituição, art. 29, V). Assim, quem chefia o Executivo não decide sozinho quanto vai ganhar. O subsídio do prefeito, por sua vez, é o teto de remuneração dos servidores do município (art. 37, XI). O Tribunal de Contas fiscaliza os gastos, mas não fixa salários, e a Justiça Eleitoral não tem papel nisso.
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6 Um projeto de lei que cria novos cargos na estrutura da prefeitura deve ser apresentado por quem?
- Por qualquer vereador, sem restrição
- Pelo presidente do Tribunal de Contas
- Pelo prefeito, a quem cabe a iniciativa nesse tema
- Pelo governador, com aprovação da Assembleia Legislativa
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Resposta: C. Pelo prefeito, a quem cabe a iniciativa nesse tema
Leis que criam cargos, funções ou empregos na administração direta são de iniciativa privativa do chefe do Executivo, regra prevista para o presidente que as leis orgânicas repetem para o prefeito, seguindo o modelo da Constituição (art. 61, § 1º, II, a). O vereador pode propor leis sobre muitos assuntos locais, mas não monta a estrutura de pessoal da prefeitura, porque isso gera despesa que cabe ao Executivo planejar. Se a Câmara aprovar projeto assim apresentado por vereador, a lei nasce com vício de iniciativa.
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7 Como, em regra, a prefeitura escolhe a empresa que vai construir uma nova escola?
- Por escolha direta do prefeito, que conhece as empresas da cidade
- Por votação dos vereadores em plenário
- Por sorteio feito pelo Tribunal de Contas
- Por licitação, aberta à concorrência entre empresas
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Resposta: D. Por licitação, aberta à concorrência entre empresas
Obras, serviços, compras e alienações do poder público são contratados, em regra, por licitação, que garante igualdade de condições entre os concorrentes (Constituição, art. 37, XXI; Lei 14.133/2021). A lei prevê casos de dispensa e de inexigibilidade, mas são exceções. Os vereadores fiscalizam a contratação e o Tribunal de Contas pode apontar irregularidades, mas nenhum dos dois escolhe a empresa. A escolha direta pelo prefeito, fora das exceções legais, é ilegal.
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8 Um servidor concursado e estável da prefeitura pode ser demitido só porque o novo prefeito quer?
- Não, o estável só perde o cargo nos casos previstos na Constituição, como sentença judicial ou processo administrativo com defesa
- Sim, o prefeito pode demitir qualquer servidor no início do mandato
- Sim, se a Câmara Municipal aprovar a demissão
- Não, o servidor estável nunca pode perder o cargo
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Resposta: A. Não, o estável só perde o cargo nos casos previstos na Constituição, como sentença judicial ou processo administrativo com defesa
O servidor nomeado por concurso fica estável após três anos de exercício e só perde o cargo por sentença judicial definitiva, por processo administrativo com ampla defesa, por avaliação periódica de desempenho ou, em último caso, para reduzir gasto com pessoal acima do limite legal (Constituição, arts. 41 e 169, § 4º). A troca de governo não está entre esses casos. A alternativa do "nunca" também erra: estabilidade não é garantia absoluta. Quem o prefeito troca livremente são os ocupantes de cargos em comissão.
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9 Em que situação a prefeitura pode contratar pessoal por tempo determinado, sem concurso?
- Sempre que o prefeito preferir não fazer concurso
- Para qualquer cargo, desde que o contrato dure menos de quatro anos
- Para atender necessidade temporária de excepcional interesse público, nos casos previstos em lei
- Só para preencher os cargos de secretário municipal
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Resposta: C. Para atender necessidade temporária de excepcional interesse público, nos casos previstos em lei
A Constituição admite a contratação por tempo determinado apenas para atender necessidade temporária de excepcional interesse público, nos casos que a lei definir (Constituição, art. 37, IX). Um surto de doença que exige reforçar o atendimento é exemplo típico. A regra geral para cargo efetivo continua sendo o concurso público (art. 37, II). Secretários são cargos de livre nomeação, não contratos temporários, e usar contrato temporário para fugir do concurso é irregular.
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10 Qual é a função da guarda municipal, segundo a Constituição?
- Substituir a Polícia Militar no policiamento ostensivo
- Investigar crimes e conduzir inquéritos policiais
- Patrulhar as rodovias federais que cortam a cidade
- Proteger os bens, serviços e instalações do município
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Resposta: D. Proteger os bens, serviços e instalações do município
Os municípios podem criar guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações (Constituição, art. 144, § 8º), e a lei geral das guardas detalha esse papel preventivo (Lei 13.022/2014). Criar a guarda é opção do município, não obrigação. O erro mais comum é tratá-la como substituta da PM: a guarda atua de forma preventiva, mas a polícia ostensiva cabe à Polícia Militar, subordinada ao governador (art. 144, § 5º), e a investigação é da Polícia Civil. Rodovia federal é patrulhada pela PRF.
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Questões de aplicação
1 O prefeito quer contratar 200 professores efetivos para a rede municipal e escolher pessoalmente quem vai entrar. Ele pode?
- Sim, o prefeito nomeia quem quiser para a prefeitura
- Não, cargo efetivo exige aprovação em concurso público
- Sim, se a Câmara Municipal aprovar a lista de nomes
- Sim, desde que todos morem na cidade
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Resposta: B. Não, cargo efetivo exige aprovação em concurso público
A investidura em cargo efetivo depende de aprovação prévia em concurso público (Constituição, art. 37, II). A livre nomeação vale só para cargos em comissão, de direção, chefia e assessoramento (art. 37, V). A regra é a mesma para o prefeito, o governador e o presidente.
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2 A Câmara Municipal aprovou um projeto de lei, mas o prefeito vetou. O que pode acontecer em seguida?
- O governador decide se o veto vale
- A Câmara Municipal pode votar o veto e derrubá-lo
- O projeto é arquivado para sempre
- O Tribunal de Justiça decide entre os dois
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Resposta: B. A Câmara Municipal pode votar o veto e derrubá-lo
Como no plano federal, o projeto vetado pelo prefeito volta à Câmara Municipal, que pode manter o veto ou derrubá-lo (Constituição, art. 66, §§ 4º e 5º, modelo seguido por estados e municípios). Derrubado o veto, a lei é promulgada mesmo contra a vontade do prefeito, e o governador não tem papel nisso.
Entenda melhor: O que faz um vereador: funções, salário e limites
3 A placa da obra de uma nova creche traz a foto e o nome do prefeito, com a frase "mais uma obra do prefeito". Isso é permitido?
- Não, a publicidade oficial não pode fazer promoção pessoal de autoridades
- Sim, porque foi o prefeito quem conseguiu a verba
- Sim, desde que a placa seja paga pela prefeitura
- Sim, fora do período eleitoral não há limite
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Resposta: A. Não, a publicidade oficial não pode fazer promoção pessoal de autoridades
A publicidade de obras e programas públicos deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, sem nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades (Constituição, art. 37, § 1º). A regra vale o tempo todo, não só na eleição, e o fato de o dinheiro ser público agrava o problema. A placa pode informar a obra, o custo e o prazo. Usar verba pública para enaltecer o prefeito pode ser improbidade (Lei 8.429/1992, art. 11, XII).
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4 A prefeitura vai alargar uma avenida e precisa da casa da sua família, que fica no traçado da obra. O que a Constituição garante?
- Nenhuma compensação, porque a obra é de interesse público
- Indenização justa e prévia, em dinheiro, antes de perder o imóvel
- Indenização paga só depois da obra pronta, em títulos públicos
- Uma casa nova escolhida pelo prefeito, sem direito a recusa
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Resposta: B. Indenização justa e prévia, em dinheiro, antes de perder o imóvel
A desapropriação por utilidade pública é permitida, mas exige justa e prévia indenização em dinheiro (Constituição, art. 5º, XXIV), regra repetida para imóveis urbanos no capítulo da política urbana (art. 182, § 3º). Para imóvel urbano, o pagamento em títulos existe só como punição para terreno urbano ocioso, depois de outras sanções do plano diretor, o que não é o caso de quem mora no imóvel. Se discordar do valor oferecido, o proprietário pode discutir na Justiça.
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5 Você quer saber quanto a prefeitura pagou pela reforma da praça do bairro e faz um pedido formal de informação. Se não puder responder na hora, em quanto tempo a prefeitura deve atender?
- Em até 90 dias, sem prorrogação
- Só depois do fim do mandato do prefeito
- Em até 20 dias, prorrogáveis por mais 10 com justificativa
- Não há prazo, a resposta depende da boa vontade do prefeito
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Resposta: C. Em até 20 dias, prorrogáveis por mais 10 com justificativa
A Lei de Acesso à Informação vale para União, estados e municípios e manda conceder o acesso imediato ou, se não for possível, responder em até 20 dias, prazo prorrogável por mais 10 com justificativa expressa (Lei 12.527/2011, art. 11). Gastos com obras são informação pública por excelência. A lei proíbe exigir do cidadão os motivos do pedido, e a recusa precisa ser fundamentada, com direito a recurso. Não é preciso passar por um vereador.
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6 O prefeito anunciou nas redes sociais um reajuste de 10% para os professores da rede municipal. O que é preciso para o aumento valer?
- Apenas um decreto do prefeito publicado no diário oficial
- Autorização do Ministério da Educação
- Aprovação do sindicato dos professores em assembleia
- Uma lei específica, proposta pelo prefeito e aprovada pela Câmara Municipal
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Resposta: D. Uma lei específica, proposta pelo prefeito e aprovada pela Câmara Municipal
A remuneração dos servidores públicos só pode ser fixada ou alterada por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso (Constituição, art. 37, X). No Executivo municipal, a iniciativa é do prefeito, e a Câmara vota o projeto. Por isso o anúncio sozinho não basta, nem um decreto. O sindicato negocia e pressiona, e o Ministério da Educação não autoriza salário de rede municipal: o reajuste sai em lei da própria cidade.
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7 No meio do ano, o prefeito decide construir um ginásio que não estava previsto no orçamento aprovado. O que ele precisa antes de gastar?
- Autorização da Câmara Municipal por lei, indicando de onde sai o dinheiro
- Nada, o prefeito pode gastar onde quiser durante o ano
- Apenas um parecer favorável do Tribunal de Contas
- Uma consulta pública pela internet
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Resposta: A. Autorização da Câmara Municipal por lei, indicando de onde sai o dinheiro
A Constituição proíbe iniciar programa ou projeto fora da lei orçamentária e abrir crédito suplementar ou especial sem prévia autorização legislativa e sem indicar os recursos correspondentes (Constituição, art. 167, I e V). No município, quem autoriza é a Câmara. O Tribunal de Contas fiscaliza depois e não substitui essa autorização. Gastar sem autorização legal pode ser crime de responsabilidade do prefeito (Decreto-Lei 201/1967, art. 1º, V).
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8 A empresa contratada pela prefeitura para reformar uma escola abandonou a obra pela metade. A quem cabe aplicar multa e outras sanções à empresa?
- À Câmara Municipal, por votação em plenário
- À prefeitura, que é a contratante
- Ao Ministério da Educação
- Ao Procon do estado
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Resposta: B. À prefeitura, que é a contratante
Quem contrata fiscaliza o contrato e aplica as sanções da lei de licitações: advertência, multa, impedimento de licitar e contratar e declaração de inidoneidade (Lei 14.133/2021, art. 156). Aqui a contratante é a prefeitura, que também pode rescindir o contrato e cobrar o prejuízo. A Câmara fiscaliza a atuação do prefeito e pode cobrar providências, mas não pune a empresa diretamente. O Procon cuida de relações de consumo, não de contratos públicos.
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9 O prefeito morreu no segundo ano do mandato. Quem assume a prefeitura?
- O presidente da Câmara Municipal, até uma nova eleição
- O vereador mais votado da última eleição
- O vice-prefeito, eleito na mesma chapa
- Um interventor nomeado pelo governador
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Resposta: C. O vice-prefeito, eleito na mesma chapa
O vice-prefeito é eleito junto com o prefeito (Constituição, art. 29, I) para substituí-lo nos impedimentos e sucedê-lo em caso de vaga, conforme as leis orgânicas, no mesmo modelo que vale para o presidente (art. 79). O presidente da Câmara só assume se faltarem os dois. O vereador mais votado não tem nenhum papel na sucessão. Intervenção do estado no município só ocorre nas hipóteses excepcionais previstas na Constituição (art. 35).
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10 Uma empresa de ônibus quer operar uma nova linha urbana na sua cidade. Como, em regra, ela obtém esse direito?
- Por autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres
- Por registro na Junta Comercial do estado
- Por indicação de um vereador ao prefeito
- Por concessão ou permissão da prefeitura, sempre precedida de licitação
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Resposta: D. Por concessão ou permissão da prefeitura, sempre precedida de licitação
O transporte coletivo urbano é serviço público municipal, prestado diretamente ou sob concessão ou permissão (Constituição, art. 30, V), e a delegação de serviço público a uma empresa é feita sempre através de licitação (art. 175). A ANTT regula o transporte interestadual, não o ônibus da cidade, e a Junta Comercial apenas registra a empresa. A indicação de vereador é um pedido ao prefeito, sem força para conceder linha.
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