Para acertar estas 20 questões, é preciso conhecer os três impostos do município, IPTU, ISS e ITBI, e separá-los dos estaduais e federais, como ICMS, IPVA e ITCMD. Também caem os repasses que a prefeitura recebe da União e do estado, como o Fundo de Participação dos Municípios e as fatias do ICMS e do IPVA, a diferença entre imposto, taxa e contribuição de melhoria, os mínimos de saúde e educação e o limite de gasto com pessoal. A página O que faz o prefeito resume os impostos municipais e os repasses.
Questões de conceito
1 O ISS, imposto sobre serviços, é de qual esfera?
- Federal
- Estadual
- Municipal
- Dividido entre União e estados
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Resposta: C. Municipal
O imposto sobre serviços de qualquer natureza é municipal (Constituição, art. 156, III), assim como o IPTU e o ITBI. Pela reforma tributária, o ISS será extinto em 2033 e substituído pelo IBS, compartilhado entre estados e municípios.
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2 Que tributo a Constituição permite ao município cobrar para custear a iluminação das ruas?
- O ITBI, cobrado de todos os moradores da rua
- Um adicional do IPVA, dividido com o estado
- A contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública
- O ICMS da conta de luz, que é um imposto municipal
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Resposta: C. A contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública
Os municípios e o Distrito Federal podem instituir, por lei própria, uma contribuição para o custeio, a expansão e a melhoria do serviço de iluminação pública, e ela pode ser cobrada na fatura de energia elétrica (Constituição, art. 149-A, com a redação da Emenda Constitucional 132/2023). Por isso muitas contas de luz trazem essa linha. O ICMS da conta de luz é estadual, não municipal, o ITBI só incide na transmissão de imóveis e o IPVA é imposto estadual sobre veículos.
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3 Qual lei define, a cada ano, a previsão de receitas e as despesas autorizadas da prefeitura?
- A lei orçamentária anual, votada pela Câmara Municipal
- O plano diretor
- A lei orgânica do município
- Uma resolução do Tribunal de Contas
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Resposta: A. A lei orçamentária anual, votada pela Câmara Municipal
O orçamento público se organiza em três leis de iniciativa do Executivo: o plano plurianual, para quatro anos, a lei de diretrizes orçamentárias, que orienta o orçamento seguinte, e a lei orçamentária anual, que prevê as receitas e fixa as despesas (Constituição, art. 165). No município, o prefeito envia os projetos e a Câmara vota. O plano diretor trata do uso do solo, e a lei orgânica é a constituição local, não o orçamento.
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4 Que parte do ICMS arrecadado pelo estado pertence aos municípios?
- 10%
- 25%
- 50%
- Nenhuma, o ICMS é só do estado
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Resposta: B. 25%
Pertencem aos municípios 25% do ICMS arrecadado pelo estado (Constituição, art. 158, IV, a, e § 1º): no mínimo 65% dessa fatia são divididos conforme o valor das operações realizadas em cada cidade, e até 35% por critérios de lei estadual, com ao menos 10 pontos ligados a resultados da educação. O ICMS é estadual, mas não fica todo com o estado. A metade, 50%, é a fatia municipal do IPVA dos veículos licenciados na cidade, o que costuma causar confusão. Pela reforma tributária, o ICMS deixa de existir em 2033 (Emenda Constitucional 132/2023).
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5 Quanto, no mínimo, a Constituição exige que o município aplique em educação?
- 25% da receita de impostos, incluídas as transferências
- 15% da receita de impostos
- 10% do orçamento total
- Não há mínimo para municípios
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Resposta: A. 25% da receita de impostos, incluídas as transferências
Estados, Distrito Federal e municípios devem aplicar, todo ano, pelo menos 25% da receita de impostos, incluídas as transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino (Constituição, art. 212). Para a União, o mínimo é 18%. O número 15% confunde porque é o piso municipal da saúde, fixado em lei complementar. Se o mínimo da educação não for cumprido, o estado pode até intervir no município (art. 35, III).
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6 Qual percentual da arrecadação de impostos, incluídos os repasses, o município deve gastar no mínimo em ações e serviços públicos de saúde?
- 12%
- 15%
- 18%
- 25%
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Resposta: B. 15%
Os municípios aplicam, no mínimo, 15% da arrecadação dos seus impostos e das transferências recebidas em ações e serviços públicos de saúde (Lei Complementar 141/2012, art. 7º). Para os estados o piso é 12%, e 25% é o mínimo da educação, por isso os dois distratores são tentadores. O dinheiro paga, por exemplo, postos de saúde, agentes comunitários e vigilância sanitária. Além dele, o município recebe repasses do SUS vindos da União e do estado.
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7 Qual é a diferença entre imposto e taxa?
- Não há diferença, os dois nomes indicam o mesmo tributo
- A taxa é sempre federal, e o imposto, sempre municipal
- O imposto é opcional, e a taxa é obrigatória
- A taxa paga um serviço público específico ou uma fiscalização; o imposto não depende de contraprestação
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Resposta: D. A taxa paga um serviço público específico ou uma fiscalização; o imposto não depende de contraprestação
A taxa se cobra pelo exercício do poder de polícia, como a fiscalização para um alvará, ou pela utilização de serviço público específico e divisível prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição (Constituição, art. 145, II). O imposto incide sobre uma situação que independe de atividade estatal específica (Código Tributário Nacional, art. 16), e seu dinheiro vai para o caixa geral. União, estados e municípios podem cobrar os dois tipos.
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8 O IPTU pode ter alíquotas diferentes conforme o bairro ou o uso do imóvel?
- Sim, pode variar pela localização e pelo uso, e ser maior para imóveis de mais valor
- Não, a alíquota tem de ser igual para todos os imóveis da cidade
- Só se o governador autorizar
- Só para imóveis comerciais, nunca para residências
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Resposta: A. Sim, pode variar pela localização e pelo uso, e ser maior para imóveis de mais valor
A Constituição permite que o IPTU seja progressivo em razão do valor do imóvel e tenha alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso (Constituição, art. 156, § 1º). É assim que muitas cidades separam imóveis residenciais, comerciais e terrenos vazios. Tudo depende de lei municipal aprovada pela Câmara. Há ainda o IPTU progressivo no tempo, punição para terreno urbano ocioso prevista no plano diretor (art. 182, § 4º). O governador não interfere no imposto da cidade.
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9 Que parte do ITR, imposto federal sobre imóveis rurais, fica com o município onde o imóvel está?
- Nenhuma
- 10%
- 25%
- 50%, ou a totalidade se o município optar por fiscalizar e cobrar
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Resposta: D. 50%, ou a totalidade se o município optar por fiscalizar e cobrar
O ITR é da União, mas metade do que se arrecada vai para o município onde o imóvel rural fica, e a totalidade, se o município optar por fiscalizar e cobrar o imposto (Constituição, arts. 153, § 4º, III, e 158, II). A mesma lógica de repartição pela metade vale para o IPVA estadual, que deixa 50% na cidade onde o veículo é licenciado. O IPTU, por sua vez, é todo municipal e incide sobre os imóveis urbanos.
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10 O que é o Fundeb?
- Um imposto federal cobrado das escolas particulares
- Um fundo de cada estado, formado por parte de impostos de estados e municípios e complementado pela União, dividido pelo número de alunos da educação básica
- Um fundo que financia só as universidades federais
- Uma taxa municipal cobrada na matrícula escolar
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Resposta: B. Um fundo de cada estado, formado por parte de impostos de estados e municípios e complementado pela União, dividido pelo número de alunos da educação básica
Em cada estado existe um Fundeb, de natureza contábil, formado por 20% de vários impostos e transferências de estados e municípios; a União complementa com, no mínimo, 23% desse total (Constituição, art. 212-A). Os recursos são divididos entre o estado e seus municípios conforme o número de alunos matriculados nas redes de educação básica presencial. Por isso a rede municipal recebe mais quando a matrícula cresce. Universidades não entram no fundo.
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Questões de aplicação
1 O IPTU da sua casa veio com um valor muito acima do ano anterior. A quem você deve recorrer para contestar?
- À Receita Federal
- À secretaria da fazenda do estado
- À prefeitura
- Ao cartório de registro de imóveis
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Resposta: C. À prefeitura
O IPTU é um imposto municipal (Constituição, art. 156, I), lançado e cobrado pela prefeitura, onde se faz a contestação. O cartório registra a propriedade, mas não cobra imposto, e a Receita Federal não tem relação com o IPTU.
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2 Você está comprando um apartamento e, antes de registrar a escritura no cartório, precisa pagar um imposto sobre a transmissão do imóvel. Que imposto é esse e quem cobra?
- O ITCMD, cobrado pelo estado
- O IPTU, cobrado pelo cartório
- O Imposto de Renda, cobrado pela Receita Federal
- O ITBI, cobrado pela prefeitura
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Resposta: D. O ITBI, cobrado pela prefeitura
A transmissão de imóveis entre vivos, por ato oneroso, como a compra e venda, é tributada pelo ITBI, imposto municipal (Constituição, art. 156, II). O ITCMD, que confunde pela sigla parecida, é estadual e incide sobre herança e doação (art. 155, I). O cartório costuma exigir o comprovante do ITBI para registrar a escritura, mas não fica com o imposto. Quem vende com lucro pode dever Imposto de Renda sobre o ganho, mas é outra cobrança.
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3 Uma cabeleireira abre um salão de beleza e passa a cobrar pelos cortes de cabelo. Qual imposto incide, em regra, sobre esse serviço?
- O ISS, imposto municipal sobre serviços
- O ICMS, imposto estadual sobre mercadorias
- O IPI, imposto federal sobre produtos industrializados
- O ITBI, imposto municipal sobre imóveis
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Resposta: A. O ISS, imposto municipal sobre serviços
Serviços como os de cabeleireiro, dentista, oficina e escola particular pagam ISS ao município, conforme a lista nacional de serviços (Constituição, art. 156, III; Lei Complementar 116/2003, lista de serviços, item 6.01). O ICMS incide sobre a venda de mercadorias, o transporte entre cidades e a comunicação, por isso não é o imposto do corte de cabelo. Para quem está no Simples Nacional, o ISS vem dentro da guia única, mas continua indo para a prefeitura.
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4 Depois que a prefeitura asfaltou e drenou a sua rua, os imóveis se valorizaram. A prefeitura pode cobrar dos proprietários algum tributo por isso?
- Não, obra pública nunca pode gerar cobrança dos moradores
- Sim, a contribuição de melhoria, limitada ao custo da obra e à valorização de cada imóvel
- Sim, um IPTU em dobro no ano da obra, sem necessidade de lei
- Sim, uma taxa de asfalto cobrada de todos os moradores da cidade
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Resposta: B. Sim, a contribuição de melhoria, limitada ao custo da obra e à valorização de cada imóvel
A Constituição autoriza a contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas (Constituição, art. 145, III). Ela tem dois limites: o total arrecadado não passa do custo da obra, e cada proprietário paga no máximo o quanto o seu imóvel valorizou (Código Tributário Nacional, art. 81). Precisa de lei municipal e só alcança os imóveis beneficiados. Dobrar o IPTU sem lei é proibido, e cobrar da cidade inteira por obra numa rua não tem base legal.
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5 Uma igreja recebeu o carnê do IPTU do templo onde realiza seus cultos. Ela é obrigada a pagar?
- Sim, toda propriedade urbana paga IPTU
- Sim, se o templo ficar em área comercial
- Não, templos de qualquer culto têm imunidade de impostos
- Não, mas só se a igreja tiver menos de dez anos de fundação
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Resposta: C. Não, templos de qualquer culto têm imunidade de impostos
A Constituição proíbe a cobrança de impostos sobre entidades religiosas e templos de qualquer culto, o que inclui o IPTU do imóvel usado para o culto (Constituição, art. 150, VI, b). Desde 2022, a regra vale até quando a igreja é apenas locatária do imóvel (art. 156, § 1º-A). A imunidade é de impostos, não de taxas, que podem continuar sendo cobradas. Ela também não depende de tempo de fundação nem da localização do templo.
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6 Uma cidade de 6 mil habitantes, com pouca indústria e comércio, arrecada pouco IPTU e ISS. Qual repasse da União, garantido pela Constituição a todos os municípios e dividido conforme a faixa de população, ajuda a sustentar essa prefeitura?
- O Imposto de Renda pago pelos moradores, que vai direto para a cidade
- O Fundo de Participação dos Estados, repassado pelo governador
- A arrecadação federal das loterias vendidas na cidade
- O Fundo de Participação dos Municípios
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Resposta: D. O Fundo de Participação dos Municípios
O Fundo de Participação dos Municípios é formado por parte do Imposto de Renda e do IPI arrecadados pela União (Constituição, art. 159, I, b) e distribuído por coeficientes de população, com uma parte reservada às capitais (Código Tributário Nacional, art. 91). Como o critério é a população, e não o que a cidade arrecada, o repasse chega também a quem tem pouca atividade econômica. O Fundo de Participação dos Estados vai para os estados. O Imposto de Renda dos moradores fica com a União; só o que a prefeitura retém na fonte dos seus pagamentos é dela (art. 158, I).
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7 Você comprou um carro e o licenciou na sua cidade. Para onde vai o dinheiro do IPVA que você paga?
- Metade para o estado e metade para o município onde o carro foi licenciado
- Todo para o governo do estado
- Todo para a prefeitura
- Para a União, que repassa ao Detran
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Resposta: A. Metade para o estado e metade para o município onde o carro foi licenciado
O IPVA é imposto estadual, mas 50% do que se arrecada pertence ao município onde o veículo foi licenciado (Constituição, art. 158, III). Por isso licenciar o carro em outra cidade tira receita da sua. O estado cobra e repassa a parte da prefeitura. A ideia de que o IPVA existe para tapar buracos é errada: a receita de imposto não pode ser vinculada a uma despesa específica (art. 167, IV), mas a prefeitura recebe, sim, uma fatia relevante.
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8 Uma prefeitura passou anos aplicando em saúde menos do que o mínimo exigido. Que medida extrema a Constituição prevê para esse caso?
- A intervenção direta da União no município
- A intervenção do estado no município
- A dissolução da Câmara Municipal
- A fusão do município com a cidade vizinha
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Resposta: B. A intervenção do estado no município
O estado pode intervir no município quando não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde (Constituição, art. 35, III). A intervenção é exceção e é decretada pelo governador. A União só intervém em municípios localizados em território federal, que hoje não existem. Além disso, as contas podem ser rejeitadas e os responsáveis podem ser processados.
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9 Uma loja de móveis vende um sofá para você. Qual imposto incide sobre essa venda de mercadoria?
- O ISS, imposto municipal
- O IPTU, imposto municipal
- O ICMS, imposto estadual
- O ITBI, imposto municipal
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Resposta: C. O ICMS, imposto estadual
A venda de mercadorias é tributada pelo ICMS, imposto dos estados (Constituição, art. 155, II). O ISS, municipal, incide sobre serviços, como o conserto de um móvel ou a mão de obra de um marceneiro. A confusão é comum porque a loja fica na cidade, mas o imposto da venda é estadual. Mesmo assim, 25% do ICMS arrecadado volta aos municípios (art. 158, IV). Pela reforma tributária, ICMS e ISS serão extintos em 2033 e substituídos pelo IBS (Emenda Constitucional 132/2023).
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10 A Câmara aprovou e o prefeito sancionou em dezembro uma lei que aumenta o ISS das academias. A partir de quando, em regra, o aumento pode ser cobrado?
- No dia seguinte à publicação da lei
- Só depois de aprovado também pela Assembleia Legislativa
- Só no próximo mandato do prefeito
- Só no ano seguinte e depois de passados 90 dias da publicação da lei
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Resposta: D. Só no ano seguinte e depois de passados 90 dias da publicação da lei
Tributo criado ou aumentado não pode ser cobrado no mesmo ano em que a lei foi publicada nem antes de 90 dias da publicação (Constituição, art. 150, III, b e c). Com uma lei de dezembro, portanto, o ISS maior não vale já em janeiro: é preciso esperar os 90 dias. As duas regras protegem o contribuinte da surpresa. A Assembleia Legislativa não vota tributo municipal, e não há regra que adie o aumento para o próximo mandato.
Entenda melhor: O que faz o prefeito: as responsabilidades do município

