Estas 20 questões cobram o rito do impeachment e as regras dos crimes de responsabilidade. É preciso saber que qualquer cidadão pode denunciar, que a Câmara autoriza por dois terços e o Senado julga, também por dois terços, e que a pena é a perda do cargo com oito anos de inabilitação. Caem ainda o prefeito, cassado pela Câmara Municipal, o tribunal que julga governadores nos crimes comuns e os ministros do STF, julgados pelo Senado. As páginas sobre impeachment e sobre impeachment de ministro do STF explicam cada etapa.

Questões de conceito

1 Quem julga o impeachment do presidente da República?

  1. O Supremo Tribunal Federal
  2. A Câmara dos Deputados
  3. O Senado Federal, após autorização da Câmara
  4. O Tribunal Superior Eleitoral
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Resposta: C. O Senado Federal, após autorização da Câmara

A Câmara autoriza a abertura do processo por dois terços dos deputados, e o Senado julga, podendo condenar por dois terços dos senadores (Constituição, arts. 51, I, 52, I, e 86). O STF julga o presidente por crimes comuns, não por crime de responsabilidade; no impeachment, o presidente do STF apenas conduz a sessão do Senado.

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2 Quantos deputados precisam votar a favor para a Câmara autorizar a abertura de um processo de impeachment contra o presidente?

  1. 171
  2. 257
  3. 308
  4. 342
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Resposta: D. 342

A autorização exige dois terços dos membros da Câmara, isto é, 342 dos 513 deputados (Constituição, arts. 51, I, e 86). Os outros números também são quóruns reais: 171 é um terço, 257 é a maioria absoluta e 308 são os três quintos exigidos para emenda constitucional.

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3 Quem pode apresentar à Câmara dos Deputados uma denúncia por crime de responsabilidade contra o presidente da República?

  1. Qualquer cidadão
  2. Somente o procurador-geral da República
  3. Somente partidos com representação no Congresso
  4. Somente o presidente do Supremo Tribunal Federal
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Resposta: A. Qualquer cidadão

A Lei do Impeachment permite a qualquer cidadão denunciar o presidente da República ou ministro de Estado por crime de responsabilidade perante a Câmara dos Deputados (Lei 1.079/1950, art. 14). O procurador-geral é a resposta tentadora porque é ele quem acusa o presidente por crime comum no STF. Apresentar o pedido, porém, não garante que ele avance: o primeiro filtro é o presidente da Câmara, que decide se o recebe.

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4 Se o Senado condena o presidente da República no impeachment, qual é a pena?

  1. Prisão em regime fechado, decidida pelo próprio Senado
  2. Perda do cargo e inabilitação por oito anos para exercer função pública
  3. Perda do cargo, sem nenhuma outra consequência
  4. Multa e suspensão do mandato por 180 dias
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Resposta: B. Perda do cargo e inabilitação por oito anos para exercer função pública

No impeachment, a condenação se limita à perda do cargo, com inabilitação por oito anos para o exercício de função pública (Constituição, art. 52, parágrafo único). Prisão não é pena do impeachment: se houver crime comum, ele é julgado à parte pela Justiça. Os 180 dias são o prazo máximo de afastamento durante o processo (art. 86, § 2º), não uma pena. A Lei 1.079/1950 fala em até cinco anos de inabilitação, mas prevalece o prazo da Constituição.

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5 No julgamento do presidente da República pelo Senado, por crime de responsabilidade, quem preside a sessão?

  1. O presidente do Senado
  2. O presidente da Câmara dos Deputados
  3. O presidente do Supremo Tribunal Federal
  4. O procurador-geral da República
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Resposta: C. O presidente do Supremo Tribunal Federal

Nos julgamentos de impeachment pelo Senado, funciona como presidente o do Supremo Tribunal Federal (Constituição, art. 52, parágrafo único). A regra dá ao rito um condutor de fora da política partidária, mas quem vota e decide são os senadores. O presidente do Senado é a resposta tentadora, porque a sessão acontece no Senado e ele comanda as sessões comuns da casa. A condenação exige dois terços dos senadores, 54 dos 81.

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6 O que é crime de responsabilidade, motivo do impeachment?

  1. Qualquer crime comum cometido por uma autoridade, como furto ou agressão
  2. A queda de popularidade do governante nas pesquisas
  3. O descumprimento de promessas feitas durante a campanha
  4. Uma infração político-administrativa definida em lei, como atentar contra a lei orçamentária
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Resposta: D. Uma infração político-administrativa definida em lei, como atentar contra a lei orçamentária

Crimes de responsabilidade são atos do presidente que atentem contra a Constituição, como os que ferem a probidade na administração, a lei orçamentária e o cumprimento das decisões judiciais (Constituição, art. 85), definidos na Lei 1.079/1950. São infrações político-administrativas, julgadas pelo Senado. Crime comum é outra coisa e vai ao STF. Impopularidade e promessa descumprida não bastam: sem conduta prevista em lei, não há impeachment.

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7 Qual tribunal julga os governadores de estado quando são acusados de crime comum, como corrupção?

  1. O Superior Tribunal de Justiça
  2. O Supremo Tribunal Federal
  3. O Tribunal de Justiça do próprio estado
  4. A Assembleia Legislativa do estado
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Resposta: A. O Superior Tribunal de Justiça

Compete ao Superior Tribunal de Justiça processar e julgar, originariamente, os governadores dos estados e do Distrito Federal nos crimes comuns (Constituição, art. 105, I, a). O STF é a resposta tentadora, porque julga o presidente da República nos crimes comuns (art. 102, I, b), mas não os governadores. O Tribunal de Justiça do estado julga o prefeito (art. 29, X), e a Assembleia Legislativa faz controle político, sem julgar crime comum.

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8 Que órgão julga o prefeito por infração político-administrativa e pode cassar o mandato dele?

  1. O Tribunal de Contas do Estado
  2. A Câmara Municipal
  3. A Assembleia Legislativa
  4. O Tribunal Regional Eleitoral
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Resposta: B. A Câmara Municipal

As infrações político-administrativas do prefeito, como impedir o funcionamento regular da Câmara ou desatender seus pedidos de informação, são julgadas pela Câmara de Vereadores e punidas com a cassação do mandato (Decreto-Lei 201/1967, art. 4º). A cassação exige dois terços dos vereadores. O Tribunal de Contas é tentador porque analisa as contas do prefeito, mas não cassa mandato. A Justiça Eleitoral cassa por abuso na eleição, que é outro caminho.

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9 O vice-presidente da República também pode responder a processo de impeachment?

  1. Não, só o titular do cargo pode sofrer impeachment
  2. Sim, mas é julgado pelo STF, e não pelo Senado
  3. Sim: a Câmara autoriza por dois terços e o Senado julga, como no caso do presidente
  4. Não, o vice só perde o cargo se o presidente também perder
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Resposta: C. Sim: a Câmara autoriza por dois terços e o Senado julga, como no caso do presidente

A Câmara autoriza, por dois terços dos membros, a abertura de processo contra o presidente e o vice-presidente (Constituição, art. 51, I), e o Senado processa e julga os dois nos crimes de responsabilidade (art. 52, I). O vice responde pelos próprios atos, independentemente do titular. O STF é a resposta tentadora, mas ele julga o vice nos crimes comuns (art. 102, I, b), não no impeachment. Na Câmara, são 342 dos 513 deputados.

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10 Qual órgão processa e julga o procurador-geral da República por crime de responsabilidade?

  1. O Supremo Tribunal Federal
  2. O Conselho Nacional do Ministério Público
  3. A Câmara dos Deputados
  4. O Senado Federal
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Resposta: D. O Senado Federal

Compete privativamente ao Senado processar e julgar, nos crimes de responsabilidade, os ministros do STF, os membros do CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público, o procurador-geral da República e o advogado-geral da União (Constituição, art. 52, II). O STF é a resposta tentadora, mas ele julga o procurador-geral nos crimes comuns (art. 102, I, b). Nesses casos não há autorização prévia da Câmara: a denúncia vai direto ao Senado.

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Questões de aplicação

1 No julgamento de um impeachment, 50 senadores votaram pela condenação do presidente da República. Ele foi condenado?

  1. Sim, porque 50 é mais que a maioria absoluta do Senado
  2. Sim, porque bastava a maioria dos senadores presentes
  3. Não, porque a decisão final cabe ao STF
  4. Não, porque a condenação exige dois terços do Senado, 54 votos
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Resposta: D. Não, porque a condenação exige dois terços do Senado, 54 votos

A condenação no impeachment só pode ser proferida por dois terços dos votos do Senado (Constituição, art. 52, parágrafo único), isto é, 54 dos 81 senadores. Cinquenta votos superam a maioria absoluta, de 41, mas não bastam. O STF não julga o impeachment; seu presidente apenas conduz a sessão do Senado.

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2 Uma cidadã reuniu documentos que, a seu ver, mostram o presidente da República gastando sem autorização do orçamento. Onde ela protocola o pedido de impeachment?

  1. No Supremo Tribunal Federal
  2. No Senado Federal
  3. Na Câmara dos Deputados
  4. No Tribunal de Contas da União
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Resposta: C. Na Câmara dos Deputados

A denúncia contra o presidente por crime de responsabilidade é apresentada à Câmara dos Deputados (Lei 1.079/1950, art. 14), que decide se autoriza o processo por dois terços dos membros (Constituição, art. 51, I). Atentar contra a lei orçamentária é crime de responsabilidade (art. 85, VI). O Senado é a resposta tentadora porque julga o caso, mas só recebe o processo depois da autorização da Câmara. O TCU fiscaliza contas, sem poder de abrir impeachment.

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3 Na votação sobre a abertura de impeachment contra o presidente, 330 deputados votaram a favor e 150 contra. O que acontece?

  1. O processo não é autorizado, porque faltaram votos para chegar aos 342 exigidos
  2. O processo é autorizado, porque houve maioria absoluta
  3. O processo é autorizado, porque três quintos dos deputados votaram a favor
  4. O presidente é afastado na hora, e o caso segue para o STF
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Resposta: A. O processo não é autorizado, porque faltaram votos para chegar aos 342 exigidos

A Câmara só autoriza a instauração de processo contra o presidente por dois terços dos seus membros (Constituição, arts. 51, I, e 86), o que dá 342 dos 513 deputados, contados sobre o total da casa. Com 330 votos, o pedido é rejeitado, mesmo tendo passado da maioria absoluta (257) e dos três quintos (308). Quem julga o impeachment é o Senado, não o STF, e o afastamento só ocorre depois que o Senado instaura o processo.

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4 O Senado instaurou o processo de impeachment contra o presidente da República. O que acontece com ele enquanto o julgamento não termina?

  1. Continua no cargo normalmente até a votação final
  2. Fica afastado por até 180 dias, e o vice-presidente assume
  3. É preso preventivamente até o fim do processo
  4. Perde o cargo de imediato, e o presidente da Câmara assume
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Resposta: B. Fica afastado por até 180 dias, e o vice-presidente assume

Instaurado o processo pelo Senado, o presidente fica suspenso de suas funções (Constituição, art. 86, § 1º, II), e o vice-presidente assume interinamente. Se o julgamento não terminar em 180 dias, o afastamento cessa e ele volta ao cargo, sem prejuízo do processo (art. 86, § 2º). A perda do cargo só ocorre com a condenação por dois terços dos senadores. O presidente da Câmara só assumiria se não houvesse vice.

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5 Numa Câmara Municipal com 11 vereadores, 8 votaram pela cassação do prefeito por infração político-administrativa. O prefeito perdeu o mandato?

  1. Não, porque a cassação exige unanimidade
  2. Não, porque a decisão final cabe ao Tribunal de Justiça
  3. Não, porque a cassação de prefeito depende de plebiscito
  4. Sim, porque 8 votos alcançam os dois terços exigidos
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Resposta: D. Sim, porque 8 votos alcançam os dois terços exigidos

O prefeito é afastado definitivamente do cargo se for declarado culpado pelo voto de dois terços, pelo menos, dos membros da Câmara Municipal (Decreto-Lei 201/1967, art. 5º, VI). Com 11 vereadores, dois terços são 7,33, arredondados para cima: 8 votos. A cassação política não depende do Tribunal de Justiça, que julga o prefeito por crimes, e o processo deve terminar em até 90 dias. Unanimidade não é exigida.

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6 Um ministro de Estado é acusado de crime de responsabilidade pelos mesmos fatos que levaram ao processo de impeachment do presidente da República. Quem julga o ministro?

  1. O Senado Federal, junto com o presidente
  2. O Supremo Tribunal Federal
  3. A Câmara dos Deputados
  4. O Tribunal de Contas da União
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Resposta: A. O Senado Federal, junto com o presidente

Quando o crime de responsabilidade do ministro de Estado é conexo com o do presidente, ou seja, nasce dos mesmos fatos, quem processa e julga os dois é o Senado Federal (Constituição, art. 52, I). Se o crime do ministro não tiver ligação com o presidente, o julgamento cabe ao Supremo Tribunal Federal (art. 102, I, c), a resposta tentadora. A Câmara dos Deputados só autoriza a abertura do processo, e o TCU fiscaliza contas, sem julgar autoridades.

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7 O presidente da República é acusado de receber propina, um crime comum. Que caminho o processo segue?

  1. O Senado julga, como no impeachment
  2. Um juiz federal de primeira instância julga normalmente
  3. A Câmara autoriza por dois terços, e o STF julga
  4. O TSE julga, porque o presidente foi eleito
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Resposta: C. A Câmara autoriza por dois terços, e o STF julga

Nos crimes comuns, como a corrupção passiva, o presidente é julgado pelo Supremo Tribunal Federal (Constituição, art. 102, I, b), mas só depois que a Câmara admite a acusação por dois terços dos membros, 342 deputados (art. 86). O Senado é a resposta tentadora, porém ele julga crimes de responsabilidade, não crimes comuns. Recebida a denúncia pelo STF, o presidente fica afastado do cargo por até 180 dias (art. 86, § 1º, I).

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8 Um ministro do STF passa a discursar em atos de um partido e a pedir votos para seus candidatos. Que órgão pode julgá-lo por crime de responsabilidade?

  1. A Câmara dos Deputados
  2. O próprio STF
  3. O Conselho Nacional de Justiça
  4. O Senado Federal
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Resposta: D. O Senado Federal

Exercer atividade político-partidária é crime de responsabilidade dos ministros do STF (Lei 1.079/1950, art. 39), e a Constituição também proíbe essa atividade a todos os juízes (art. 95, parágrafo único, III). Cabe ao Senado processar e julgar esses ministros (art. 52, II), sem passar pela Câmara, que só autoriza processos contra o presidente, o vice e os ministros de Estado. O CNJ é a resposta tentadora, mas o julgamento por crime de responsabilidade é privativo do Senado.

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9 A economia vai mal e o presidente está com popularidade baixíssima, mas não há prova de nenhuma conduta proibida. Os opositores querem o impeachment. Isso é possível?

  1. Sim, basta a maioria simples da Câmara
  2. Não, o impeachment exige crime de responsabilidade previsto em lei, e não só um governo ruim
  3. Sim, por meio de um plebiscito convocado pelo Congresso
  4. Sim, se o STF reconhecer que o governo fracassou
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Resposta: B. Não, o impeachment exige crime de responsabilidade previsto em lei, e não só um governo ruim

O impeachment depende de crime de responsabilidade, isto é, de ato do presidente que atente contra a Constituição nos casos definidos em lei (Constituição, art. 85, e Lei 1.079/1950). Má gestão e impopularidade, sozinhas, não estão na lista. No presidencialismo brasileiro não existe voto de desconfiança nem revogação de mandato pelo eleitor: governo ruim se troca na eleição seguinte. A abertura do processo exige dois terços da Câmara, não maioria simples.

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10 O Senado acaba de condenar o presidente da República por crime de responsabilidade. Quem passa a governar o país até o fim do mandato?

  1. O presidente do Senado, até uma nova eleição
  2. O presidente do STF, que conduziu o julgamento
  3. O vice-presidente, que assume em definitivo
  4. O presidente da Câmara, até uma eleição em 90 dias
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Resposta: C. O vice-presidente, que assume em definitivo

O vice-presidente sucede o presidente em caso de vaga (Constituição, art. 79), e a condenação no impeachment abre essa vaga. Foi o que aconteceu em 2016, quando Michel Temer assumiu em definitivo. Os presidentes da Câmara, do Senado e do STF só são chamados se faltarem presidente e vice ao mesmo tempo (art. 80). Nesse caso haveria nova eleição em 90 dias, ou eleição pelo Congresso se a dupla vaga surgisse nos dois últimos anos do mandato (art. 81).

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